quinta-feira, 29 de junho de 2017

A Ronda de Vinhos Portugueses no Rio de Janeiro.


Portugal e seus vinhos desembarcaram mais uma vez no Rio de Janeiro entre os meses de maio e junho.Três eventos em formatos diferentes brilharam entre degustações e experiência novas como o networking e o contato direto com diversos produtores presentes.
Vinho é historia engarrafado, eu já ouvi isto por diversas vezes, e concordo plenamente. Desde sua elaboração á plantação, podemos vivenciar esta citação.
Origem, terrois, história do local, vivencia dos produtores, enfim oportunidade de conhecermos e apreciarmos os vinhos portugueses, tanto nas provas fechadas as   Masterclasses,  como nas degustações em dos eventos que por aqui estiveram.
Atualmente segundo a Wine Spectator, vinhos portugueses alcançam nas provas internacionais na maioria mais de 90 pontos em classificação.
No primeiro trimestre de 2017 o valor das exportações de vinhos portugueses para o mercado brasileiro cresceu 84,5% face ao primeiro trimestre de 2016. Um comportamento “espetacular” (dados do jornal O Publico).


Vinho Verde Wine Fest- Maio 26 e 27


Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes /CVRVV, neste ano como ela mesmo colocou decidiu "internacionalizar" o "Vinho Verde Wine Fest", promoveu o Vinho Verde Wine Fest no Rio de Janeiro, na sede do Iate Clube RJ.
O Vinho Verde é produzido exclusivamente na região demarcada dos Vinhos Verdes, e constitui uma denominação de origem controlada, cuja demarcação remonta o início do século XX. A Região dos Vinhos Verdes é o único local no mundo onde se produz este tipo de vinho. O nome caracteriza de forma fiel a paisagem do Minho, a região mais verde de Portugal, a de maior índice pluviométrico, a mais fresca e viçosa do Portugal continental. Vinhos de um estilo inconfundível que retratam com rigor a região de origem. 
O Vinho Verde é controlado e certificado como Denominação de Origem Controlada (DOC) pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).
No show Cooking do Wine Fest no RJ damos o destaque para presença do Chef Renato Cunha , restaurante Ferrugem, que faz parte da comissão julgadora do Vinho Verde Wine Fest.
Depoimento cedido por Renato Cunha.“Os Vinhos Verdes são vinhos únicos, oriundos de uma das regiões mais belas, pitorescas e hospitaleiras de Portugal. Atrevo-me a dizer que os nossos Vinhos Verdes são o espelho das nossas gentes, pois são vinhos simples, mas cheios de caráter. Para mim trazer este evento ao Rio de Janeiro, foi uma aposta muito assertiva e inteligente, isto porque há uma grande afinidade entre os dois países irmãos e a tipologia dos nossos Vinhos Verdes é perfeita paras as características da gastronomia brasileira pelo seu exotismo, pela sua frescura e pela sua imensa versatilidade. No entanto, importa referir que ainda há muito a descobrir neste vinho único em todo o mundo. O Vinho Verde não é só o vinho jovem, leve e fresco. Temos na região vinhos muito ecléticos. Os Vinhos Verdes são também extraordinários vinhos de guarda e, acima de tudo, com uma extraordinária versatilidade e apetência gastronômicas ". 


Vinícolas presentes ao evento algumas com seus produtores: Campelo, Quinta de Lourosa, Quinta de Soalheiro, PROVAM, Quinta da Lixa, Quinta de Carapeços, Quinta de Linhares, Viniverde, Quinta das Arcas, Vercoope, Aveleda, Solar Serrade, Adega Monção, Abrigueiros- Casa da Senra, Enoport United Wines, Quinta& Casa das Hortas.

Vinhos da Península de Setúbal no Rio de Janeiro/ Maio 31


Novamente em solo carioca Prova de Vinhos da Península de Setúbal, desta vez no cenário do belo hotel Belmond Copacabana Palace, trouxe além da principais vinícolas da região, lançamento de novos rótulos. Oportunidade de provar os já consagrados vinhos premiadíssimos em concurso dentro e fora do circuito de prova de vinhos de Portugal. A região de Setúbal tem forte tradição vitivinícola sendo pioneira na elaboração de produtos de reconhecida qualidade, como o Moscatel de Setúbal um vinho surpreendente pela sua longevidade, elegância e prestigio em todo universo do vinho.


Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS)
Como principal missão a defesa das DO Setúbal e Palmela e IG Península de Setúbal, bem como a aplicação de regulamentação, fomento e controle dos vinhos produzidos nas respectivas áreas geográficas com a finalidade de garantir sua origem, genuinidade e qualidade incentiva ao conhecimento e prova dos vinhos desta região com sua qualidade ímpar, genuinidade, delicadeza, perfume, longevidade, sutileza e elegância. 
Região, que possui uma forte tradição vitivinícola, é pioneira na elaboração de produtos de reconhecida qualidade como o Moscatel de Setúbal. Não só na viticultura como no enoturismo a região está numa total fase de renovação e integração aos dias atuais, assim vem conquistando o mercado brasileiro. Garantir maior presença no mercado brasileiro é uma das prioridades da CVRPS.

Masterclasse do evento foi apresentada pelo sommelier número#1 do Brasil, Diego Arrebola. Novidade veio na forma do welcome drink. Porto Tonico preparado com Moscatel de Setúbal, água tônica,limão siciliano e gelo. Perfeito para clima do Rio de Janeiro.



A Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS) promoveu a XVII edição do Concurso de Vinhos da Península de Setúbal este ano. Em 148 vinhos à prova, foram entregues 46 medalhas – 15 de Ouro e 31 de Prata. Alguns destes vinhos estiveram presentes e foram degustados ao longo do evento no RJ. 
Produtores ao evento foram eles.  Luis Simões e Pedro Santos, da Quinta do Brejinho da Costa; Joana Freitas, da Casa Ermelinda Freitas; Joana Vida, da Venâncio da Costa Lima; Jaime Quendera, da Adega de Pegões; Filipe Cardoso, da Sivipa; Filipe Cardoso, da Quinta do Piloto; Tomás Baião, da José Maria da Fonseca; Mário Cravidão, da CW - Comporta Wines; e Nuno Cândido, da Adega Camolas.


VINHOS DE PORTUGAL /Junho 2, 3,4


4ª edição do evento Vinho de Portugal no Rio de Janeiro, é realizada pelos jornais Público, O Globo em parceria com VINIPORTUGAL , com o apoio do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), das Comissões Vitivinícolas do Alentejo, Dão e Setúbal. Com a presença de 72 produtores, o que significou um crescimento em relação ao ano passado que teve a presença de 66 produtores.  


Este ano ocorreram harmonizações conduzidas pela jornalista Alexandra Prado Coelho. pelos críticos Rui Falcão e Luís Lopes e Manuel Carvalho com vinhos do Alentejo, Setúbal e do Porto. Provas de vinhos do Dão, guiadas pelo jornalista Manuel Carvalho do PÚBLICO e com Master of Wine de língua portuguesa, Dirceu Vianna Júnior.
Na área de convivência a proposta foi de participar em bate-papos apelidado de  “Tomar um Copo”. Este ano teve um espaço maior , a fim de que as comissões vitivinícolas do Alentejo Dão e Setúbal  pudessem apresentar as rotas do enoturismo nestas regiões.
Segundo Jorge Monteiro, presidente da VINIPORTUGAL, no primeiro trimestre de 2017 houve um aumento do consumo de vinho português no Brasil.”.



O evento traçou um perfeito convívio entre profissionais, enófilos e curiosos no universo do vinho português . A ronda de vinhos portugueses no Rio de janeiro, torna-se  assim uma tendência, uma oportunidade de conhecimento e apreciação, do que melhor hoje é produzido em vinhos portugueses, um país que possui uma forte tradição nesta área. Santé!






Fotos e edição do texto :Leila Bumachar

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Bodega Garzón - Estate, Reserva e Single Vineyard


No ultimo dia 11 de maio na Tratoria Gero no Rio de Janeiro, a convite da World Wine ocorreu degustação de apresentação das novas linhas ícones da Bodega Garzón.
Reconhecida por sua biodiversidade e um terroir privilegiado, apresenta importante mudança em seus produtos, chegando a 13 rótulos de vinhos, divididos nas linhas Estate, Reserva e Single Vineyard. Os vinhos são elaborados sob a consultoria de Alberto Antonini, uma das maiores referências mundiais em produção de vinhos Premium. As três linhas são compostas por produtos feitos com uvas de caráter único e inigualável e que marcam um momento importante da marca.



Os grandes vinhos nascem de grandes vilarejos e os vinhedos da Bodega Garzón por estarem localizados em uma zona privilegiada do Uruguai, próxima a Punta Del Este, La Barra e José Ignacio, o paraíso turístico uruguaio. Bodega Garzón continua a surpreender criando novos vinhos, sendo a primeira Bodega sustentável fora da América do Norte com certificação LEED -Leadership in Energy & Environmental Design.  



Single Vineyard, apresenta produtos elaborados a partir da atenção aos mínimos detalhes e representam o terroir de Garzón em seu máximo esplendor, portadores do DNA de parcelas únicas selecionadas para cada uma das variedades: Tannat, Petit Verdot, Pinot Noir e Albariño. Assim, cada rótulo da linha é único e expressa a singularidade do terroir. Os vinhos da nova linha Single Vineyard trazem uma identidade forte, que reflete as características particulares e mais relevantes do terroir da Garzón, representando a integração perfeita entre origem e qualidade. Assim, cada rótulo é único, impossível de ser reproduzido em outro lugar, mesmo que a partir de uma outra parcela de Garzón.

Reserva são feitos a partir de uvas selecionadas à mão. Ao lado da emblemática Tannat, o Cabernet Franc, Marselan e Albariño que expressam fielmente o caráter do terroir Garzón. A influência das brisas do Oceano Atlântico sobre os vinhedos, traduzem um branco fresco e mineral, enquanto aos tintos são suculentos, elegantes e com taninos aveludados. Estes nobres vinhos são elaborados a partir de uvas colhidas e selecionadas à mão, manipuladas com todos os cuidados necessários para que expressem o caráter da variedade e a identidade do terroir da localidade.

Estate, feitos 100% com uvas próprias, destacam o Tannat de Corte, Pinot Noir Rosé, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio e Cabernet de Corte. Os vinhos brancos são vibrantes e agradáveis ​​e os tintos apresentam aromas frutados e corpo elegante. As garrafas da linha Estate são feitas a partir de um terroir privilegiado em solo sinuoso. Como resultado de uma cuidadosa seleção de solos e o cultivo de uma ampla variedade de cepas junto à proximidade do oceano, os vinhos da linha possuem uma forte personalidade e influência do lugar, expressando as características do terroir.


“Nós estamos focados em fazer vinhos distintos se tornarem um ícone em nível mundial. A biodiversidade, a estrutura e composição do solo, as colinas arredondadas e a exposição que fornecem para as vinhas, a proximidade ao mar e a brisa limpa e fresca fazem de Garzón um lugar muito natural, preservado e único para produzir vinhos Premium” Alberto Antonini


Eduardo Felix, Cristhian Wyle., Leila Bumachar


Edição do texto e fotos : Leila Bumachar
Dados do texto :   Suporte Comunicação www.suportecomunica.com.br

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CARM Casa Agrícola Roboredo Madeira. Estrela do Douro no Rio de Janeiro

 

Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do Mundo... Fernando Pessoa.

Douro é uma região vinícola portuguesa centrada no rio Douro,  na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. A região tem a maior classificação de vinhos de Portugal como Denominação de Origem Controlada (DOC). Esta região vinícola declarada Patrimônio da Humanidade em 2001, é o berço dos vinhos elaborados pela CARM Casa Agrícola Roboredo Madeira, uma empresa estritamente familiar, que respeitando a natureza e promovendo a defesa da fauna e flora da região, onde a mais recente tecnologia encontra os moinhos para fermentar as melhores uvas, produzem vinhos que são o resultado da paixão pela terra e o respeito pela natureza.



Desde meados do século XVII, a família Reboredo Madeira produz vinho, azeite e amêndoa em terras do Douro Superior, local onde outrora eram povoadas por Romanos, que já no Séc. II AC faziam vinho em lagar, onde a partir do Séc. VII e os Árabes implementaram as culturas do azeite e da amêndoa.
No Douro Superior ali se encontra a riqueza da CARM, vinhas centenárias e um terreno que poucos anos deu origem a vinhos espetaculares que são premiados nos mais conceituados concursos pelo mundo afora. Vinhos CARM/ Casa Agrícola Roboredo Madeira, dádiva familiar com tradições desde o século XVII Vinhos com uma qualidade surpreendente, segundo a Wine Spectator, a Bíblia das publicações de vinícolas.


O patrimônio da CARM une seis propriedades no Douro superior: Quinta das Marvalhas, Quinta do Côa, Quinta do Bispado, Quinta da Urze, Quinta de Calabria, Quinta das Verdelhas e ainda a Vinha da Pedra Cavada e os olivais dos Barreais, do Murjão e das Arzilas.
Na confluência de três dos principais ícones da história natural de Portugal, o Vale do Côa, o Douro internacional e a região demarcada dos vinhos do Douro e do Porto, encontramos a Vinha do Bispado.  Quinta do Bispado situa-se no sopé do monte Calabre, onde no topo se situava a cidade do mesmo nome, sede de Bispado no reinado Visigótico.


«A nossa família tem estas terras desde sempre, mas era um terreno esquecido. Nunca ninguém ligou nada a isto, tínhamos as quintas para ir à caça e passear. Nunca pensei que íamos apostar no vinho. Vendíamos as uvas à casa Ferreirinha e as azeitonas à cooperativa vinho. Só em 2004 é que começamos a produzir aqui, com a nossa própria adega. E aí, já com o know-how de produzir azeite começa mesmo paixão...» / Filipe Roboredo Madeira/revista dos vinhos pt .

Carm Bispado branco 2015, tinto 2014 reserva tinto 2011. O CM 2013
E a estrela do Douro/ CARM brilha numa noite fresca início de outono, num jantar harmonizado em homenagem a presença de Felipe Roboredo Madeira, que nos trouxeram a memória das margens do Douro para ruas do Leblon (RJ), no restaurante Quadrucci menu elaborado pelo Chef Ronaldo Canha, harmonizados com maestria os vinhos da Quinta do Bispado e Carm.  No gole em cada vinho degustado, o humor dos presentes se alterava de alegres ao maravilhados, nunca um minuto maçante sempre o oposto assim transcorreu toda a noite. Ao final brinde com CARM CM 2013, um belíssimo tinto inédito no Brasil de uma linha já premiadissíma.

Carla Salomão/Azavini,Felipe Madeira/CARM, Ana Luisa /Asa Gourmet e Felipe Madeira





Edição de texto e fotos
Leila Bumachar
Pesquisa; www.carm.pt,www.sapo.pt,www.resvitadevinhos.pt

sábado, 8 de abril de 2017

World Wine Experience Península Ibérica 2017


No último dia 5 de abril no belo cenário do Hotel Prodigy, Rio de Janeiro importadora World Wine reuniu 13 vinícolas consagradas com cerca de 65 vinhos com o tema de World Wine Experience Península Ibérica 2017, no foco de varias regiões de Portugal e Espanha.
Península Ibérica tem início por relatos históricos na  viticultura cerca de 2.000 anos a.C., pelos habitantes locais nesta época os Tartessos, mas desde então videiras e castas se expandiram por estes dois países, consagrando vinícolas de diversas regiões, presentes nesta degustação e representadas diretamente pelos seus produtores ou enólogos. , alguns dos vinhos apresentados foram premiados em últimos concursos internacionais.




Felipe Roboredo Madeira /CARM

Manoel Revilla/ Bodegas Borsao
Pedro Tapere /Vivanco
Pere Ventura
João Manchete /Marques de Murrieta
Miguel Remédio/ CARM,, Carla Salomão/Azavini, Felipe Madeira/CARM Leila Bumachar
Pedro Figueredo /Quinta da Falorca 
Francisca Van Zeller Quinta/ Vale Dona Maria
Pedro Ribeiro/ Herdade do Rocim











Texto e fotos Leila Bumachar



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Klein Constantia. Vin de Constance. O lendário vinho doce da Africa do Sul



África do Sul para muitos um país ainda mais conhecido pelos resorts de safári e situação política que marcou décadas o famoso "Aparthaid".
Mas quando falamos do ícone dos vinhos "Klein Cosntantia ", que impõe por décadas sua presença na produção  do vinho doce o Vin de Constance, que hoje tem uma importância mundialmente reconhecida. Revela-se uma doce supresa.
Klein Constantia é o guardião de alguns dos vinhedos mais históricos da África do Sul e talvez do mundo.
Sua localização única com clima  e com os solos de granito decompostos nas suas encostas, suavemente resfriados pela brisa do mar, e com técnicas de vinificação simples que são utilizadas para extrair o melhor de uvas cultivadas, no objetivo de fazer consistentemente excelentes vinhos. Descrito como um dos vinhedos mais bonitos do mundo, Klein Constantia está situado entre as árvores antigas e exuberante vegetação , com vistas soberbas sobre o Vale Constantia e False Bay.

 
O berço da vinificação sul-africana é o verdejante vale de Constantia, onde primeiro governador holandês, Simon van der Stel, como administrador da cidade do Cabo  garantiu uma concessão de terras da atual Companhia Holandesa das Índias Orientais. Neste período plantou cerca de 100 mil vinhas. Esta produção de vinhos  iniciou-se em 1685.


Nos séculos XVIII e XIX, o vale de Constantia era conhecido mundialmente por seus vinhos de sobremesa lendários, que foram degustados e apreciados pela aristocracia e realeza, de Bismarck a Frederick o Grande, rei da Prússia, o rei Louis Philippe da França. Imperador Napoleão que mandava buscar para degustar na ilha de Santa Helena , para aliviar a solidão de seu exílio. Estes deliciosos vinhos de sobremesa também foram citados em poemas e contos por Charles Dickens, Jane Austen e Baudelaire entre outros.
Em Sense and Sensibility, o personagem de Jane Austen, a Sra. Jennings recomenda um pouco de Constantia por "seus poderes de cura em um coração decepcionado".

Apreciado pelos líderes e aristocracia em toda a Europa do século XVIII, o Vin de Constance é eenvelhecido em barril de carvalho, as garrafas atualmente são réplicas das vendida no século 19.

É um vinho de sobremesa elaborado a partir de castas Muscat Blanc à Petits Grãos, Muscat de Frontignan, uvas que são cultivadas no distrito de Constantia, ao sul da Cidade do Cabo
O Constantia Wyn original foi feito por Van der Stel em Constantia nos 1600s. Na década de 1720, foi feita por Johannes Colijn na adega de Hoop op Constantia, também com grande aclamação. O edifício da adega ainda está hoje preservado, mas não em operação, é usado como um armazém. 
Klein Constantia Estate recuperou a atenção do mundo para a tradição de produzir vinhos doces no vale com o lançamento do aclamado Vin de Constance 1986. O vintage 2007 foi premiado com 97 pontos por Neal Martin de Robert Parker's Wine Advocate, tornando-se o melhor classificado sul-africano vinho doce na história.

Situado em Bordeaux, La Cité du Vin que celebra a cultura ao vinho, homenageia Vin de Constance que está presente neste museu ! 

Atualmente Klein Constantia é de propriedade da Duggie Jooste, cuja família está envolvida na indústria vitivinícola da África do Sul há quatro gerações. Duggie comprou a fazenda em uma condição degradada em 1980 e imediatamente iniciou um programa de restauração e replantação nas castas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Rhine Riesling e Muscat de Frontignan, Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, Semillon experimental, Shiraz e Pinot Noir.
A filosofia de Klein Constantia baseia-se na qualidade em vez da quantidade, isto é o reflexo de ganhar  regularmente prêmios de vinhos sul-africanos e internacionais.
Uma boa harmonização deste vinho e com doce de damasco, pera ou com queijos fortes como gorgonzola e roquefort.
Grand Cru importa exclusivamente para Brasil este ícone dos vinhos doces. Incomparável






Edição de texto LeilaBumachar
Fontes de pesquisa e fotos:
https://en.wikipedia.org/wiki/Constantia
http://www.kleinconstantia.com/our-news/vin-de-constance-in-la-cite-du-vin/
http://www.wosa.co.za
http://www.kleinconstantia.com

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Vinho Indiano - Indian Wine


Sempre tenho isto em mente: “O melhor vinho é nada mais que aquele que você mais gosta”. Porque o vinho quando degustamos sozinhos, em casa, em visitas as adegas, em degustações, com amigos, em restaurantes, pelo mundo afora, assim apreciamos aquele que mais agrada nosso paladar, nossa memória olfativa este é o fator de escolha. 
Não há acordo universal sobre a escolha de vinhos, com não acordo universal sobre qual terroir e vinícolas irão se sobressair num futuro próximo. Hoje a Índia abraça o fruto da videira! Mas esta história começou há muitos séculos atrás. Porque a maioria das pessoas não associam vinho com a Índia Você pode pensar que o vinho é muito novo na Índia? Mas  como você verá abaixo e  também é muito velho, a maioria das pessoas fica surpresa quando conhecem a realidade da crescente indústria vinícola na Índia .

               
Viticultura na Índia tem uma longa história que remonta ao tempo da civilização do Vale do Indo,  quando as videiras foram introduzidas da Pérsia em 500 AC. Acredita-se que a viticultura tenha sido introduzida na Índia pelos comerciantes persas em algum momento no 4º milênio AC. A primeira menção conhecida de vinhos à base de uvas foi no final do século IV AC escritos de Chanakya que foi o ministro-chefe do imperador Chandragupta Maurya.
Não há provas de que a viticultura comercial existisse antes do século XIX, quando os colonialistas britânicos apoiaram o estabelecimento de uma fonte local de abastecimento. No entanto, aparição da indústria do vinho embrionário em 1883 na Exposição Internacional de Calcutá, vinhos indianos foram exibidos com uma recepção favorável. A indústria vitivinícola indiana estava atingindo um pico no momento em que um golpe devastador do surto da epidemia phylloxera fez o seu caminho para o país e devastou seus vinhedos.
Os vetos religiosos e culturais sobre o consumo de álcool também se revelaram um desafio difícil para o crescimento do vinho indiano após a independência da Grã-Bretanha. Este ainda  é o o caso em muitas partes do país, onde a proibição é executada através de leis locais.                  

Nos séculos que se seguiram, o vinho tornou-se a bebida privilegiada do Kshatriya ou classe nobre. No século XVI, os colonizadores portugueses de Goa introduziram vinho do tipo porto e a produção de vinhos fortificados logo se espalhou para outras regiões. Sob o domínio britânico durante a era vitoriana, a viticultura e a vinificação foram fortemente encorajadas como fonte doméstica para os colonos britânicos. Os vinhedos foram plantados extensivamente através das regiões de Baramati, de Caxemira e de Surat.
Na década de 1980 com a fundação do Grupo Tonia no estado de Goa com a ajuda dos vinicultores franceses, o Grupo Tonia começou a importar castas Vítis vinífera como Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Pinot Blanc, Pinot Noir e Ugni Blanc e começou a produzir vinhos espumantes. Em 1990 outro revival na indústria vitivinícola indiana ocorreu com influências internacionais e a crescente classe média começou a aumentar a demanda para a bebida. Na virada do século 21, a demanda estava aumentando a uma taxa de 20-30% por ano. A cidade de Nashik,  no estado de Maharashtra,  é chamada de "Capital do Vinho da Índia".
Os vinhedos em Índia variam do clima mais temperado do estado noroeste de Punjab ao estado do sul de Tamil Nadu. Algumas das maiores áreas produtoras de vinho da Índia estão localizadas em Maharashtra, Karnataka perto de Bangalore e Telangana,  perto de Hyderabad. Dentro da região de Maharashtra, vinhedos são encontrados no platô Deccan e em torno de Baramati, NashikPuneSangli e Solapur.



Devido à sua localização, a Índia não é um lugar fácil para a viticultura em grande escala. Com latitudes que variam de 10 a 35 graus norte, o clima pode ser duro e as condições tropicais significam que as videiras têm de lidar com uma estação de crescimento curto, além de calor extremo e uma monção implacável. A colheita normalmente ocorre em fevereiro e geralmente é feita à mão. Nas regiões de vinho muito quente de Tamil Nadu, Karnataka e Andhra Pradesh, videiras podem produzir uma cultura duas vezes por ano.

As maiorias das regiões vinícolas da Índia estão concentradas na parte sudoeste do país, principalmente no estado de Maharashtra, também em Karnataka. As encostas da serra de Sahayadri que formam os 'Ghats Ocidentais' foram identificadas como o local mais adequado para a viticultura, devido a grandes altitudes e um macroclima correspondentemente suave. Algumas das mais famosas áreas produtoras de vinhos em Maharashtra incluem Nashik, Sangli, Sholapur, Satara, Ahmednagar e Pune. No estado de Karnataka, os melhores estão situados no sopé da Nandi Hills, nos arredores de Bangalore. Outras áreas vinícolas notáveis ​​são encontradas nos estados de Himachal Pradesh, Tamil Nadu, Punjab e Jammu e Caxemira.

O baixo nível de produção de vinho da Índia contrasta com a produção de uva total de cerca de 1,7 milhões de toneladas por ano; A maioria é utilizada para uvas de mesa e passas, com apenas cerca de 10% indo para a produção de vinho. Uma proporção ainda mais baixa vem de variedades internacionais de alta qualidade, embora Cabernet Sauvignon, Shiraz, Merlot e Zinfandel para tintos e Chardonnay, Chenin Blanc, Clairette e Sauvignon Blanc para brancos são todos cultivados. As videiras Thompson sem sementes e Sultana produzem a maioria das uvas da Índia, com outras variedades notáveis, incluindo Isabella /nome local: Bangalore Blue e Muscat Hamburgo /nome local: Gulabi.
Existem seis regiões vinícolas principais na Índia, das quais apenas quatro estão produzindo vinho ativamente no momento presente. Do norte ao sul são: Vale de Caxemira, Deccan Plateau, Região de Goa, Nandi Hills, Champhai, HimachalCerca de 2.500 ha de vinhedos espalhados pelos sete regiões de vinho em quatro estados.

A história contemporânea do vinho indiano pode ser contada através das três vinícolas mais importantes: 
Chateau Indage foi até recentemente o maior produtor de vinho da Índia, atualmente em expansão com uma vinícola na Austrália e distribuidor no Reino Unido.
Grover Vineyards vem de um ambicioso objetivo trazer Bordeaux para Bangalore, produzir vinhos de estilo francês na Índia usando apenas variedades francesas, o que se tornou possível com enólogo Michel Rolland, o vinho tinto La Réserve ganhou uma reputação internacional.
Sula Vineyards ultrapassou recentemente Chateau Indage como o primeiro produtor de vinho da Índia. Faz parte um plano de produção de vinho e enoturismo. O turismo se torna uma fonte de projeção e renda na Índia neste setor.
Vinho continua a ser um gosto de elite na Índia por alguns fatores como a idade legal para que seja permitido beber que é de 25 anos, porem no futuro dos próximos cinco anos, 100 milhões de pessoas serão legalmente autorizadas a beber, alcançaram  esta idade legal.
A constituição indiana desencoraja o consumo de álcool e publicidade para bebidas alcoólicas é proibida. Má consciência do vinho e da infra-estrutura.
Vinho é difícil de armazenar na Índia devido à falta de adegas e refrigeração. Supermercados estão surgindo para apoiar a infra-estrutura de distribuição de vinho.
O mercado vitivinícola indiano tem potencial óbvio que atraiu investidores para a indústria nacional e empresas internacionais que procuram mercados para seus produtos. Eles foram apresentados na edição de maio de 2016 da revista Wine Enthusiast.







Texto Leila Bumachar
Pesquisa:  
http://www.wine-searcher.com/regions-india
http://www.indianwines.info
https://wineeconomist.com/category/india
https://www.google.com.br/search