domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vocabulário da Bebida





Absinto: bebida de altíssimo teor alcoólico (70º GL), originária da Suíça. Foi extinta de todos os países, pois podia causar a loucura ou até a morte de quem a consumisse.

Amaretto: licor feito com caroços de abricó e polpa de amêndoas.

Angustura: bitter feito à base de genciana e outras ervas muito amargas. Muito concentrado, usa-se apenas em gotas, no preparo de coquetéis.

Apricot: licor feito a base de damasco.

Arak: nome genérico de origem árabe utilizado para denominar bebidas destiladas em diversas regiões do Oriente. Pode ser produzida a partir da seiva do palmito, do arroz, de cereais ou de tâmaras.

Armagnac: destilado de vinhos brancos, da região de Armagnac.

Banadry: licor à base de banana.

B and B: licor à base de brandy e bénédictine.

Bouquet: palavra francesa que denomina o perfume peculiar a cada vinho.

Bourbon: tipo de whisky feito com, pelo menos, 51% de milho. É produzido nos Estados Unidos.

Brandy: nome genérico que denomina a bebida destilada de frutas ou vinho. Este nome é utilizado também para designar a aguardente vínica em muitos países.

Cachaça: aguardente destilada da cana-de-açúcar.

Campari: é o bitter mais famoso do mundo, feito à base de quinino.

Cerveja: é a bebida fermentada mais degustada no mundo inteiro. É fabricada a partir da cevada e do lúpulo. A diferença entre a cerveja e o chopp é que a cerveja é pasteurizada e o chopp não.

Cherry Brandy: licor à base de cerejas, inclusive seus caroços.

Cognac: destilado de vinho originário da localidade de mesmo nome, situada na província de Charente, França.É destilado duas vezes e, por lei, deve ser envelhecido em tonéis de carvalho por, no mínimo, três anos.

Cointreau: licor de origem francesa, produzido pelo fabricante de mesmo nome, feito com cascas de pequenas laranjas verdes da ilha de Curaçau.

Collins: coquetéis preparados em copos tipo long drink, completados com água ou soda.

Conhaque: nome genérico usado para designar um tipo de aguardente vínica que é destilada duas vezes e envelhecida por no mínimo, três anos.

Curaçau: licor preparado à base de laranjas amargas da ilha de Curaçau.

Dubonnet: conhecido vermute francês de cor avermelhada, cujo sabor fica entre o doce e o amargo.

Drambuie: licor feito à base de whisky, originário da Escócia, cujo preparo inclui o malte e o mel de urze.

Fernet: bitter à base de ervas e álcool neutro.

Frisante: vinho espumante, engarrafado durante sua fermentação.

Gin: destilado de cereais, aromatizado principalmente com zimbro.

Grand Marnier: licor francês à base de laranjas amargas maceradas em conhaque.

Grog: bebida quente, composta de água, limão, especiarias e bebida alcoólica.

Hidromel: fermentação do mel com a água das chuvas. A primeira bebida do nosso mundo.

Irish: whisky irlandês.

Jerez: o mesmo que sherry.

Kir: coquetel à base de vinhos ou champanhes com licores, principalmente o de cassis.

Kirsch: brandy produzido com cerejas.

Kummel: licor feito principalmente à base de cominho, além de outras ervas.

Licor: bebida doce produzida com álcool, açúcar e ingredientes como frutas, aromatizantes, ervas, etc.

Madeira: vinho enriqueciso produzido na ilha de mesmo nome. Pode ser branco ou tinto, seco ou suave e é produzido a partir da adição de aguardente vínica ao vinho básico. Depois, sofre envelhacimento em tonéis de carvalho. Basicamente, existem os seguintes tipos de Madeira: Sercial, Malvásia, Verdelho e Boal.

Málaga: vinho de sobremesa espanhol, doce e de sabor agradável.

Maraschino: licor à base de marascas (cerejas silvestres).

Mosto: bagaço de uva não fermentado.

Perry: espumante feito com pêras.

Porto: o mais nobre dos vinhos de sobremesa. Seu processo de fabricação é praticamente igual ao dos vinhos de sua espécie: interrompe-se a fermentação do mosto e acrescenta-se aguardente vínica, obtendo-se, assim, um vinho masi doce. É envelhecido em tonéis de carvalho entre três e trinta anos.

Rum: bebida triplamente destilada da cana-de-açúcar.

Rye: whisky americano feito à base de centeio.

Sambuca: licor italiano à base de amieiro e aromatizado com anis.

Sangria: bebida muito apreciada na península Ibérica, composta de vinho, frutas, açúcar, gelo e soda.

Scotch: whisky escocês.

Sherry: vinho original da cidade de Jerez de La Frontera, em Andaluzia. É um vinho fortificado, resultante da adição de brandy ao vinho comum. Depois sofre envelhecimento em tonéis de carvalho. O sherry pode ser classificado da seguinte maneira: fino, fino/amontilhado e palo cortado.

Sidra: fermentado espanhol de maçã.

Steinhager: espécie de gin alemão, cuja principal matéria-prima é o zimbro.

St. Raphaël: aperitivo de origem francesa levemente adocicado e com ligeiro sabor de pêssego.

Strega: licor italiano à base de ervas. É chamado de "licor de bruxas". Dizem que tem poderes afrodisíacos.

Tequila: aguardente produzida com a seiva do cacto mescal.

Tia Maria: licor jamaicano à base de café, rum e ervas. Sua fórmula passa de pais para filhos.

Triple Sec: licor seco feito à base de laranjas amargas.

Underberg: bitter de origem alemã, muito usado como digestivo.

Vermute: bebida de origem italiana preparada com vinho, mistela (suco de uva não fermentado e aguardente vínica) e extrato de 150 ervas aromáticas.

Vodka: aguardente destilada de diversas matérias-primas, como: batata (Polônia e Rússia), beterraba (Turquia), cana-de-açúcar (Grã-Bretanha) e cereais (Estados Unidos e Brasil).

Whisky: destilado feito a partir do malte. Deve ser envelhecido por, no mínimo, três anos, mas quase todos os seus fabricantes deixam o whisky em seus tonéis entre cinco e trinta anos.

Xerez: o mesmo que sherry.




TEOR ALCOÓLICO DAS BEBIDAS

whisky
40 a 50 ºGL

vinhos
12 a 14 ºGL

cerveja
6 a 9 ºGL

champanhe
12 a 16 ºGL

vodka
30 a 40 ºGL

rum, gin
40 a 45 ºGL

grappa, bagaceira
52 a 54 ºGL

aguardente (pinga)
40 a 48 ºGL


a.. O açúcar, quando usado em bebidas frias, não se dissolve completamente. Por isso, muitos barmen usam uma calda feita com açúcar (sem queimar), para adoçar os drinques (1/4 de litro de água para 1 kg de açúcar). Assim obtêm um xarope incolor, evitando que sobrem restos de açúcar nos copos.
b.. Os copos devem, de preferência, ser pendurados de cabeça pra baixo, pois guardam menos poeira e estão sempre prontos para o uso.
c.. Em hipótese alguma deixe suas bebidas sob incidência direta de raios do sol. O lugar adequado para guardá-las deve ser o menos atingido pela luz natural, que envelhece as bebidas, modificando sua qualidade para pior.
d.. A maioria das bebidas deve ser consumida, depois de aberta, em no máximo um ano. Mesmo a cachaça.
e.. O vermute, depois de aberto, não dura mais do que 6 meses.
f.. Os vinhos devem ser guardados na posição horizontal, para que as rolhas se mantenham umedecidas.
g.. Ao comprar vinhos, fique atento: quanto mais específico o rótulo, mais chance de comprar coisa boa.
h.. Não guarde carnes no congelador, ou qualquer outro alimento junto com os cubos de gelo quando estes de destinarem às bebidas. Prefira comprar sacos de gelo quando os convidados forem muitos.
i.. Acostume-se a manter suas bebidas ordenadas pelo tipo ou natureza.
j.. Tenha sempre à mão um bom estoque de água cristal (ou club soda), água tônica, suco de tomate, refrigerantes e água mineral sem gás.
k.. Os conhaques devem ser transferidos para garrafas menores, quando chegarem à metade.
l.. Os licores cremosos devem ser guardados na geladeira depois de abertos, pois seu tempo de vida é menor que o da maioria das bebidas.
m.. Não se preocupe com os acompanhamentos a serem escolhidos para os coquetéis. Mesmo que cada um peça um tipo diferente de bebida, os aperitivos sólidos devem ser escolhidos a gosto. Não há restrições.
n.. Ninca beba coquetéis à base de creme antes das refeições. em geral adocicados, interferem no paladar. Ex: coquetel de frutas, Alexander. Algumas pessoas mantêm o hábito de esquentar o conhaque para tomá-lo, outras acham isso uma heresia, faça o que seu intestino mandar e curta ao máximo as tradições, que parecem dar ainda mais charme e sabor aos drinques e coquetéis.
o.. As maiores gafes são cometidas por quem não conhece a composição dos drinques e coquetéis. Logo, evite pedir bebidas que não conheça ou sobre a qual não possua alguma informação. Caso contrário, arrisca-se a pedir um Dry-Martini com pouco gin, quando ela é uma bebida à base de gin.
p.. Cuidado com as bebidas que levam muito açúcar, pois ele potencializa o álcool.
q.. Toda bebida tem uma temperatura ideal de serviço. Uma espumante, por exemplo, se servido a 6 graus perde o sabor, ficando apenas a sensação de gelado.
r.. Vinhos tintos se prestam para serem servidos a 18 graus. Se o termômetro está acima disso, é preciso refrescá-lo. Esqueça essa norma fajuta de que devem ser apreciados à temperatura ambiente. A temperatura ambiente no Brasil é muito alta para vinhos tintos.
s.. A temperatura ideal de serviço para a cerveja é de 22/23 graus. Estupidamente gelada está por volta dos 14 graus, que mascara o sabor amargo, sua principal característica.
t.. Quando tiver dúvidas, pergunte ao maître, ao barman, ao gerente. É melhor ter humildade e aprender do que chutar, cometer gafes, beber mal e nunca aprender.
u.. Para crustar um copo, passe limão, lima ou laranja nas bebidas para segurar melhor o açúcar.
v.. Use sempre copos resfriados. Se não tiver lugar no refrigerador, esfrie-os com gelo, de preferência moídos, antes de começar a preparar o drinque.
w.. Para drinques especiais feitos à base de licor de menta ou Cointreau e nos frappés, use sempre gelo moído.
x.. Para misturar as bebidas, no copo ou na coqueteleira, não deixe passar mais de 10 segundos, para que os drinques não fiquem aguados.
y.. Use sempre os copos apropriados a cada tipo de drinque.
z.. Os coquetéis com frutas e sucos são sempre batidos na coqueteleira (shaker). Sempre que possível, use sucos e frutas frescas.
aa.. Cuide sempre de manter as medidas certas na preparação de seus drinques. Não é preciso dizer que, dependendo do número de pessoas, basta adaptar as quantidades, obedecendo as proporções indicadas em cada drinque.



Fontes
Drink's Home Page
Edição de Texto e Fotos Leila Bumachar

Queijos & Vinhos artigo publicado em 2004.



Atualmente o queijo é produzido nos cinco continentes, porém ainda persistem vastas zonas do globo onde ele não faz parte dos hábitos alimentares notadamente no Sul da Ásia e em toda África Negra.



A. O LEITE

Os tipos de leite empregados no globo, na elaboração de laticínios, são principalmente de: vaca (absoluta maioria, com 91,7% da produção), búfala (5,0%), cabra (1,7%) e ovelha (1,6%).
Uma vaca produz em média 3.000-6.000 l/ano, uma búfala 1.000-3.000 l/ano, uma cabra 500-800 l/ano e uma ovelha 300-500 l/ano.
A ordenha é realizada duas vezes ao dia, no início da manhã e no final da tarde. Geralmente os queijos são feitos com as duas ordenhas. No caso de leite desnatado, retira-se a camada cremosa da ordenha da tarde; sendo o leite desnatado misturado ao leite fresco da manhã.
Os queijos de cabra e de ovelha são muito brancos devido a ausência de caroteno na gordura. Já os de vaca são amarelados.

B. O QUEIJO

O queijo é um concentrado proteíco-gorduroso, resultante da coagulação do leite. A produção de queijo consiste basicamente na concentração do leite, através da eliminação de água pelo soro, tornando-o um produto de volume mais reduzido, de conservação mais fácil, de alto teor nutritivo, de fácil digestão e sobretudo de excelente qualidade gustativa.

Leite (10 litros)
Água 87,1%
Açúcar (lactose) 5,0%
Gorduras 4,0%
Proteínas 3,2%
caseína: 78%
albumina: 18%
globulina: 4%
Sais Minerais 0,7%
Vitaminas 0,01%
=
Queijo (1 kg Prato)
Água 40%
Gorduras (maioria) 34%
Proteína (caseína) 26%
Sais Minerais
Vitaminas
+
Soro
Água (93,3%)
Açúcar (pouco)
Gorduras (minoria)
Proteínas (albumina e globulina)
Sais Minerais (hidrossolúveis)
Vitaminas (hidrossolúveis)

C. MÉTODO DE PRODUÇÃO

O processo de produção ainda é complicado, combinando tanto arte quanto ciência. Ele envolve as etapas abaixo.

• Padronização
• Pasteurização
• Inoculação
• Fermentação láctica
• Coagulação
• Tratamento da massa
• Dessoramento
• Enformação
• Prensagem
• Desenformação
• Salga
• Perfuração
• Cura
• Embalagem

D. OS TIPOS

1. Massa Fresca
Brasil: Minas Frescal, Cabra Frescal (c)
França: Boursin, Chèvre Frais (c), Chèvre à l’Huile (c)
Itália: Mascarpone
Grécia: Feta (o/o+c)
EUA: Cottage Cheese, Cream Cheese [Philadelphia]

2.1 Massa Mole Casca Florida
Brasil: Cabra Florido (c)
França: Camembert, Brie de Meaux, Coulommiers

2.2 Massa Mole Casca Lavada
França: Pont-l’Évêque, Époisses, Livarot, Munster, Maroilles, Niolo (o/c)
Itália: Taleggio, Quartirolo Lombardo

2.3 Massa Mole Casca Natural
Brasil: Cabra Curado (c)
França: Rocamadour (c), Sainte-Maure (c), Valençay (c), Chabichou (c), Selles-sur-Cher (c),Pouligny-St. Pierre (c), Crottin de Chavignol (c), Saint-Marcellin,

3.1 Massa Azul Casca Natural
França: Roquefort (o), Fourme d’Ambert, Bleu d’Auvergne, Saint-Agur
Itália: Gorgonzola
Dinamarca: Danablu, Mellow Blue
Inglaterra: Blue Stilton
Espanha: Cabrales (v+o+c)

3.2 Massa Azul Casca Mofada
França: Bleu de Bresse
Dinamarca: Blue Castello

4.1 Massa Prensada Crua ou Semicozida Casca Lavada
Brasil: Port Salut, Limburgo
França: Reblochon, Morbier, Port-Salut, Saint-Paulin
Itália: Italico
Dinamarca: Havarti
Alemanha: Limburger, Tilsiter
Portugal: Serra da Estrela (o), Azeitão (o), Serpa (o)

4.2 Massa Prensada Crua ou Semicozida Casca Mista
França: Saint-Albray
Alemanha: Altenburger Ziegenkäse (v+c)

4.3 Massa Prensada Crua ou Semicozida Casca Natural
Brasil: Minas Artesanal, Minas Padrão (Prensado, Meia-Cura ou Curado), Coalho do Nordeste, Prato (Lanche, Cobocó e Esférico), Estepe, Reino
França: Saint-Nectaire, Tomme de Savoie, Etorki (o)
Itália: Fontina, Fontal, Asiago, Fiore Sardo (o)
Suíça: Raclette
Holanda: Gouda, Edam, Prima Donna, Aged Prima Donna, Geitenkaas (Goat Gouda) (c)
Espanha: Manchego (o), Mahón, Idiazábal (o), Roncal (o), La Cabaña
Portugal: Évora

4.4 Massa Prensada Crua ou Semicozida Pasta Triturada
França: Cantal, Salers
Inglaterra: Cheddar, Cheshire, Lancashire
Portugal: São Jorge

5.1 Massa Prensada Cozida Textura Normal
Brasil: Suíço
França: Beaufort, Comté, Fol-Epi
Itália: Pecorino Romano (o)
Suíça: Gruyère, Emmental, Appenzell, Tête de Moine
Holanda: Maasdam

5.2 Massa Prensada Cozida Textura Granulada
Brasil: Parmesão
Itália: Parmigiano-Reggiano, Grana Padano
Suíça: Sbrinz

6.1 Massa Filada Fresca
Brasil: Mussarela de Búfala (b), Mussarela
Itália: Mozzarella di Bufala Campana (b), Mozarella (b+v), Scamorza, Provola

6.2 Massa Filada Maturada
Brasil: Provolone
Itália: Provolone Valpadano, Caciocavallo Silano

7.1 Massa de Soro Fresca
Brasil: Ricota Fresca
França: Brocciu (o/c)
Itália: Ricotta (b/v)

7.2 Massa de Soro Prensada
Brasil: Ricota Seca
Itália: Ricotta Secca
Suíça: Sapsago

7.3 Massa de Soro Caramelizada
Noruega: Mysost, Gjetost (c)
Suécia: Mesost

8. Massa Processada
Brasil: Queijo de Manteiga (Requeijão do Nordeste), Requeijão de Corte [Catupiry], Requeijão Cremoso, Queijo Fundido, Queijo Pasteurizado
Estados Unidos: Processed American Cheese

E. A COMPRA

A operação de compra dos queijos é de fundamental importância. Se ela não for realizada com a devida atenção, poderemos estar comprando um produto que não tenha sido bem fabricado ou mesmo já passado do seu ponto ótimo de consumo. Os principais cuidados a serem tomados são os abaixo descritos:

Evitar
 Evitar queijo de massa mole que esteja se desmanchando em demasia. Ao contrário do que se possa pensar, a sua elaboração foi defeituosa, não tendo ocorrido um esgotamento suficiente de água. Tornando-se em muitos casos bastante picante, devido ao excesso de fermentação láctica;
 Evitar queijo de massa mole cheirando a amônia, pois neste caso ele só conseguirá agradar a uns poucos que gostam deste tipo de queijo já “passado” e com sabor excessivamente pronunciado;
 Evitar queijo azul ressecado, pois perderam a untuosidade
 Evitar queijo azul que tenha passado do ponto de consumo, pois seu sabor torna-se saponificado, isto é com gosto de sabão;
 Evitar queijo do Reino que demonstre a presença de água, ao agitarmos a lata, pois ele teria sido embalado antes do tempo ideal de cura, isto é, com menos de 2 meses;
 Evitar queijo de casca dura ou semi-dura que denote sinal de inchaço anormal, pois não tendo sido bem fermentado, deve apresentar gosto amargo e desagradável;
 Evitar queijo de massa prensada cozida ainda muito claro, pois denota um produto ainda jovem com textura ainda algo borrachuda e quase sem gosto;
 Evitar queijo Provolone com excesso de pequenas olhaduras (defeito) e muito claros (não maturados).

Preferir
 Preferir queijo de massa mole de formas maiores (Brie) e mais altas Camembert). Em ambas condições se terá mais massa e menos casca, além de ter uma cura mais longa, portanto com gosto mais expressivo. É claro que esta recomendação depende de gosto pessoal de cada um;
 Preferir queijo de cabra jovem e tenro. Ao envelhecer (acima 3 semanas) ele se resseca tornando-se tão duro quanto pedra e adquirindo um flavor excessivamente pungente;
 Preferir queijo azul de formas grandes ao invés de triângulos. Este tipo de queijo é o de mais difícil conservação, fazendo com que pequenos formatos se ressequem com mais facilidade;
 Preferir queijo de massa prensada cozida com olhaduras esféricas, eqüidistantes e de tamanho moderado. Ao contrário do que muitos pensam grandes buracos ovais e muito próximos provam apenas que a fermentação propiônica foi mal conduzida, tornando o queijo meio sem gosto ou picante;
 Preferir queijo Gruyère suíço com pequenas fissuras horizontais na massa, pois denota um maior teor de gordura;
 Preferir queijo gigante (Beaufort, Comté, Emmental ou Gruyère) que chorem (pleurer, weeping). No caso os buracos são umedecidos com soro misturado ao sal, como consequência de envelhecimento por cerca de 1 ano em condições ótimas. É sinal de um produto muito fino;
 Preferir queijo Parmesão que apresente cristais brancos distribuídos na massa, indicando longa maturação.

F. O ARMAZENAMENTO

Após comprarmos os queijos devemos providenciar a correta armazenagem dos mesmos.
A maioria dos queijos devem ser guardados na gaveta própria existente nos refrigeradores, onde eles permanecem na temperatura (5-10ºC) e umidade corretas (80-95%). Devem ser embalados bem fechados em sacos plásticos ou papel alumínio.
Alguns poucos como Parmesão, tipo Suíço, Provolone, etc, podem ser conservados fora da geladeira, desde que em locais frescos (18ºC).
Atenção! Nunca se deve colocar queijo no congelador. Primeiro o queijo se resseca em demasia perdendo a sua textura; segundo o seu flavor fica irreversivelmente prejudicado.
Os queijos azuis são os mais delicados no armazenamento, com tendência a ressecarem-se rapidamente. Devem ser aqueles armazenados em locais mais úmidos, à 95%.
A superfície cortada de um queijo duro ou semiduro deve ser protegida com um pano úmido.
Os mofos que aparecem sobre a casca dos queijos deverão ser retirados, em intervalos regulares, com um pano úmido embebido em salmoura.


G. O SERVIÇO

Os queijos podem ser servidos à francesa, isto é, às refeições, logo após a salada, para neutralizar a acidez da mesma e antes da sobremesa, ou como refeição completa. Neste último caso, o ideal seria servir no mínimo 4 e no máximo 6 tipos.
Recomenda-se calcular 100 gramas por pessoa, ao final do jantar ou 250 gramas caso tratar-se de uma refeição completa de queijo.
Eles devem ser comidos obedecendo a ordem de sabor, dos mais fracos para os mais fortes. Outro sim, o mais recomendado, é que cada queijo seja apresentado em bandeja separada (principalmente os mais fortes), com sua própria faca e perfeitamente identificados através de sua própria embalagem ou de porta- etiquetas.

A temperatura ideal para servi-los, assim como para os vinhos tintos, é a ambiente. Esta contudo não quer dizer a temperatura ambiental externa, que pode variar entre valores extremos, mas sim temperatura na faixa de 17-20ºC. Nestes níveis temos a garantia da liberação plena dos aromas do queijo. Desta forma os queijos devem ser retirados da geladeira com antecedência de cerca de 60 minutos e inclusive de 120 minutos no caso dos queijos prensados de massa crua ou cozida.

Acompanhando os queijos deverão ser servido preferencialmente:
 Vinhos – 2 tipos (tinto e branco) e no máximo 3 (este terceiro sendo Sauternes ou Porto);
 Diversos tipos de pães (baguete francesa, italiano, ciabatta, preto, etc.) e torradas (de sírio, de francês, etc.);
 Manteiga sem sal (opcional), pois a maioria dos queijos já são salgados. Este hábito é muito praticado na França, ao passo que no Brasil nem tanto;
 Determinadas pessoas gostam de limpar o paladar com frutas, além do pão. As mais usuais são uva, maça e pêra. Uva refresca; maçã para floridos; pêra para azuis.
 Frutos secos: nozes, amêndoas, avelãs. É um prazer suplementar.

Ao término dum banquete de queijos costumo sempre servir um prato quente para transmitir ao estômago uma sensação agradável de conforto. Neste caso pode-se optar por fondue de queijo, raclette, sopa de cebolas gratinada, ou outro de seu agrado.

Corte
O corte nunca deve ser feito em cubos, pois dificulta o reconhecimento, além de facilitar a oxidação e o ressecamento. Exceção, somente em festas com muitos convidados, quando devem ser servidos ao lado da forma original.
A técnica de corte deve procurar repartir equalitariamente a casca e ao mesmo tempo facilitar o posterior armazenamento.

H. TÁBUA DE QUEIJOS
Escolher um queijo dentro de cada uma das categorias, totalizando 6 produtos.

Cabra/Ovelha (Fresco)
• Chèvre l’Huille (Chèvre d’Or)
• Cabra c/ Pimenta (Paulicapri)
• Boursin de Cabra (Paulicapri)
• Cabra Frescal (Paulicapri)
• Sainte Maure (Paulicapri)
• Feta (Lacaune) - o

Florido
• Brie (Serra das Antas)
• Brie d’Or (Polenghi)
• Camembert (Serra das Antas)
• Camembert (Coeur de Lion)
• Capriche des Dieux (Bongrain

Lavado
• Reblochon (Serra das Antaas)
• Taleggio (Serr adas Antas)
• Saint Paulin (Serra das Antas)
• Port-Salut (Campo Lindo)
• Tête de Moîne (Zingg)

Semiduro/Duro
• Gruyère Suíço
• Emmental Suíço
• Gouda (Prima Donna Azul)
• Reino (Palmyra)
• Provolone (Tânia)
• Parmesão (Vigor Faixa Azul)

Cabra/Ovelha (Maduro)
• Geitenkaas (Belle Holland)
• Etorki (Bongrain) - o
• Fascal Maduro (Lacaune) - o
• Manchego (Arla) - o
• Ovelha Português - o

Azul
• Roquefort (Societé)
• Gorgonzola (Skandia)
• Saint-Agur (Bongrain)
• Danish Blue (Rosenborg)
• Castello Blue (Tholstrup)


I. A COMBINAÇÃO COM VINHOS

Diversos expertos concordam que o vinho branco vai melhor com queijo. A acidez de um vinho branco e a do queijo é uma perfeita associação. Ao contrário, o tanino de um vinho tinto traz amargor às massas fermentadas. No quadro abaixo indicamos os casamentos ideais para queijo e vinho.

FRESCO BRANCO LEVE
MOLE
Casca Florida BRANCO ENCORPADO, TINTO FINO
Casca Florida Gorduroso BRANCO ACÍDULO, TINTO ACÍDULO
Casca Lavada TTO MADURO, TTO ROBUSTO, BCO AROMÁTICO
Cabra BRANCO FRUTADO, TINTO ACÍDULO
AZUL BCO DOCE, GENEROSO, TTO DOCE, TTO ALCOÓLICO
PRENSADO SEMICOZIDO
Casca Lavada BRANCO ENCORPADO, TINTO
Casca Natural BRANCO MEIO-ENCORPADO, TINTO FINO
Ovelha TINTO ROBUSTO, GENEROSO
Pasta Triturada TINTO ROBUSTO
PRENSADO COZIDO
Textura Normal BRANCO ENCORPADO, TINTO
Textura Granulada BRANCO ENCORPADO, TINTO
PROCESSADO ROSADO

Texto e Comentários:
José Osvaldo A. do Amarante, Novembro 2004

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Santiago de Compostela nos caminhos da Fé, Vinhos e Culinária original.

Kilómetro 0 do Caminho de Santiago, no centro da Praça do Obradoiro.

Santiago de Compostela juntamente com Jerusalém e Roma, é um dos lugares de peregrinação mais importantes do mundo. 
A maioria dos peregrinos utilizam o Caminho Francês, que começa em Roncesvalles ou em Saint Jean Pied de Port, passando através de Espanha, em direção a Santiago de Compostela. 
Mas há peregrinos que inciam sua jornada em suas terras natais, como na a Alemanha e na Áustria, afinal não importa o caminho escolhido plagiando um velho ditado ""Todos os caminhos levam a Santigo de Compostela"" 
A história de Santiago de Compostela constrói seu relato e sua historia na muito antiga arquitetura religiosa.
Ao caminhar pelas ruelas da cidade e sua ladeiras deparamos com exemplares excepcionais, como, os dois anjos do século XIV com óculos, ou uma Virgem Maria grávida, na entrada de uma igreja.
A catedral de Santiago de Compostela é um dos pilares do cristianismo. Lá  se encontram 46 igrejas , 114 campanários, 288 altares e 36 congregações. 

GASTRONOMIA 
Que especialidades de comer e de beber são típicas de Santiago de Compostela A capital da Galiza não podia estar mais presente no que se refere à gastronomia. A oferta é variada, generosa e muito interessante. Do mar, praticamente tudo chama a nossa atenção: mexilhões galegos, "berberechos al natural" (berbigões ao natural), "almejas (amêijoas) a la marinera" ! "Pulpo (polvo) a la gallega" é um prato reconhecido internacionalmente. Há casas de comida, bares e restaurantes ao longo de toda a cidade, e há ainda o mercado onde se podem comprar ou comer todas estas especialidades. O peixe é, geralmente, de muito boa qualidade, destacando-se tanto os peixes azuis, como os brancos. É quase obrigatório deleitar-se com uma boa mariscada, na qual pode apreciar a santola, os lagostins e o lavagante. Uma vieira acompanhada por um bom vinho branco, do tipo ribeiro, godello ou albariño, é uma experiência que só pode ser vivida em Santiago! Como sobremesa, sugerimos a "Torta de Santiago", especialidade típica de Compostela, feita à base de amêndoa. 

Pulpo a la Gallega.
Torta de Santiago



A CATEDRAL
Em 1985, a Catedral de Santiago de Compostela foi declarada Patrimônio Mundial da Cultura pela UNESCO. A fachada principal chama-se Obradoiro, o que quer dizer "trabalho de ourives", porque a fachada foi trabalhada de forma muito artística e detalhada por pedreiros em princípios do século XVIII. A superfície da catedral alcança os 23000 metros quadrados. A primeira construção foi uma capela, durante o reinado de Alfonso II, entre os anos 791 e 842. A igreja de então foi destruída pelas lutas contra os Mouros e pelos levantamentos dos camponeses. A construção da catedral atual iniciou-se em 1077, durante o reinado de Alfonso VII. O túmulo do apóstolo Santiago encontra-se sob o altar na parte Leste da catedral. O famoso Pórtico do Mestro Mateo, na entrada Oeste, é considerada uma obra-prima da arquitetura. O portal Sul é a única entrada românica, datando do século XI. Foi no século XIV que se falou a primeira vez do Botafumeiro. Para louvor a Deus e como solução original para disfarçar o cheiro dos peregrinos, o Botafumeiro encontra-se pendurado por corda com 30 metros de comprimento. Ocasionalmente, é agitado por oito homens até tocar quase o tecto da catedral. Nunca se sabe quando isto ocorre exatamente, mas se tiver sorte pode assistir a esta ação. O Botafumeiro em São Tiago era filho do pescador Zebedeo e de Salomé. 


SÃO THIAGO 
Seu irmão mais novo era João. Devido ao seu enorme fervor, Jesus conferiu-lhes o título de "filhos do trono" (Evangelho segundo São Marcos, Capítulo 3, Versículo 17). São Tiago (também chamado Santiago) é, para além do seu irmão João e de Pedro, um dos discípulos prediletos de Jesus que estiveram presentes durante a revelação, permanecendo junto a Ele no Jardim de Getsemane durante as horas que precederam a Sua morte. Segundo a tradição, pregou o Evangelho durante o Pentecostes próximo da cidade de Samaria - atualmente Shomron- e em Jerusalém. Partiu para Espanha no ano 43 d.C. para pregar. Ao voltar, foi decapitado pelo Rei Herodes Agripa I da Judeia. Santiago foi o primeiro mártir de entre os apóstolos (Apóstolos, Capítulo 12, Versículos 1-2). Foi trasladado pelos seus dois discípulos de barco até à Galiza, para finalmente ser aqui enterrado. Tiago tem 1,60 m de altura e pesa 80 kg.
Sepulcro do Apóstolo Tiago.
Festa do dia de Sao Tiago 25 de Jul

Tapas e Vinho  Receita Perfeita ao cair da noite.

Várias garrafas de Alvarinho galego.





Texto e Fotos
Leila Bumachar
L.Bumachar Consultoria