quarta-feira, 3 de março de 2010

Vocabulário do Vinho Parte I



ACIDEZ - essencial para a vida e vitalidade de todos os vinhos. Num vinho de mesa seco e equilibrado deve estar entre 0,6% a 0,75% do volume.
■ACIDEZ FIXA - compreende ácidos encontrados nas uvas mais os produzidos durante a fermentação.
■ACIDEZ TOTAL - combinação de acidez fixa com acidez volátil.
■ACIDEZ VOLÁTIL - consiste principalmente de ácido acético.
■ACIDO TARTÁRICO -ácido natural do vinho. Pode formar cristais inofensivos na garrafa ou na rolha, principalmente em vinhos brancos mantidos à baixa temperatura.
■AÇÚCAR RESIDUAL - quantidade que sobra após a fermentação terminar de forma natural ou artificial, expressa em gramas por litro.
■ADSTRINGÊNCIA - sensação de boca seca ou "amarrada", como aquela causada por frutas ainda verdes. É um fenômeno que causa a contração das mucosas.
■AERAÇÃO - exposição do vinho ao ar ambiente. O mesmo que deixar o vinho "respirar".
■AFINAMENTO - técnica para clarificação dos vinhos usando bentonita, gelatina ou clara de ovos. São agentes que aglutinam as partículas em suspensão, sedimentando-as.
■ÁLCOOL - no vinho, é o etanol ou álcool etílico. É um composto químico formado pela ação de leveduras no açúcar das uvas durante a fermentação.
■ÁLCOOL POR VOLUME - nível de álcool num vinho, expresso em porcentagem numérica do volume.
■AMPELOGRAFIA - ciência que estuda as vinhas e variedades das cepas.
■ANTOCIANOS - compostos fenólicos responsáveis pela cor vermelha e púrpura dos vinhos jovens.
■AROMA PRIMÁRIO - sensação olfativa que lembra uvas frescas e maduras.
■AROMA SECUNDÁRIO - sensação olfativa resultante da fermentação.
■AROMA TERCIÁRIO - também chamado bouquet, é a sensação olfativa que o vinho desenvolve depois de engarrafado e envelhecido.
■AVA - American Viticultural Area - denominação oficial nos Estados Unidos para áreas vitícolas geograficamente delimitadas (exemplo: Napa Valley).
■BLANC DE BLANCS - significa vinho branco feito de uvas brancas.
■BLANC DE NOIRS - significa vinho branco feito de uvas tintas.
■BODEGA - equivalente espanhol para vinícola.
■BOTRYTIS CINEREA - um fungo benéfico e até desejável que ataca as uvas sob certas condições climáticas. Elas perdem a água e concentram açúcar e ácidos.
■BOUQUET - ver Aroma Terciário.
■BRIX - unidade de medida do conteúdo de açúcar da uva, indicando o grau de maturação. Outras unidades são denominadas Oechsle e Baumé.
■BRUT - termo reservado para espumantes, significando seco.
■CAVA - vinho espumante espanhol produzido pelo método champenoise.
■CHAPTALIZAÇÃO - adição de açúcar ao mosto afim de elevar o teor alcoólico do vinho.
■CHÂTEAU - este termo, seguido de um nome próprio, eqüivale em Bordeaux à uma propriedade destinada à produção de vinhos.
■CLARET - um termo usado na Inglaterra para identificar vinhos tintos de Bordeaux.
■CLOS - vinhedo ou grupo de vinhedos fechados por muros.
■CORPO - a impressão de peso ou plenitude na boca, resultado da combinação de álcool, glicerina e açúcar.
■CRÉMANT - refere-se a vinhos espumantes com menor pressão e espuma mais cremosa.
■CRIANZA - Reserva e Gran-Reserva - são termos que indicam, em ordem ascendente, o tempo de maturação de vinhos espanhóis no carvalho e na garrafa.
■CRU- um vinhedo específico ou zona delimitada com aptidão para produzir um vinho de características particulares e originais.
■CRU BOURGEOIS- são Châteaux de Bordeaux de uma notoriedade menor que os grands crus. No Médoc, distinguem-se os crus bourgeois e crus bourgeois supérieurs.
■CRU CLASSÉ - propriedade classificada com um grau de excelência estabelecido em 1855, posteriormente revisado e ampliado. É chamada classificação do Médoc.
■CUVÉE - designa um lote de vinhos cuja identidade deve ser diferenciada e precisa.
■DECANTAÇÃO - passagem lenta do vinho da garrafa para um outro recipiente chamado decanter. Serve para separar eventuais sedimentos do vinho ou para aeração.
■DENOMINAÇÃO DE ORIGEM - sistema oficial adotado por vários países para garantir a origem e qualidade dos vinhos (exemplos:, AOC, DO, DOC, DOCG, IPR, VDQS, VR, etc.)
■DIÓXIDO DE ENXOFRE - ou anidrido sulfuroso (SO2). Composto químico adicionado no processo para evitar a oxidação do vinho. Tem também propriedades anti-sépticas.
■DOMAINE - propriedade destinada à produção de vinhos, com vinhedos de um ou vários donos.
■ENÓFILO - pessoa que aprecia e estuda os vinhos.
■ENÓLOGO - especialista da ciência do vinho e da vinificação. Certas praticas enológicas não podem ser efetuadas sem a presença e controle de um enólogo.
■EQUILÍBRIO - relação harmoniosa entre ácidos, álcool, fruta, tanino e outros elementos naturais encontrados no vinho. Nenhum deles deve ser dominante.
■FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA - processo bioquímico pelo qual leveduras convertem o açúcar (glicose, frutose) em álcool e gás carbônico. Transforma suco de uva em vinho.
■FERMENTAÇÃO MALOLÁTICA - fermentação secundária que ocorre com a maioria dos vinhos, convertendo ácido málico em lático para reduzir a acidez total.
■FOXADO - característica aromática de cepas americanas, como Isabel, Taylor e Clinton, causada por antranilato de metila. Os vinhos são desagradáveis e de conservação difícil.
■GOSTO DE ROLHA - um substância chamada TCA transmite aleatoriamente à alguns vinhos um gosto de mofo permanente através da rolha. È o chamado vinho "bouchonné".
■JEREZ - também Sherry e Xérès. Vinho fortificado produzido em Andaluzia na Espanha, nos estilos Fino, Manzanilla, Amontillado, Oloroso, Palo Cortado e Cream.
■LÁGRIMAS - ou "pernas" que escorrem na parede dos copos depois de beber, resultam da diferença da velocidade de evaporação entre a água e o álcool.
■LATE HARVEST - essa expressão no rótulo indica um vinho feito com uvas colhidas tardiamente, com alto teor de açúcar. Normalmente um vinho de sobremesa.
■LEVEDURAS - micro organismos que produzem enzimas responsáveis pela fermentação, convertendo o açúcar em álcool.
■MACERAÇÃO - durante a fermentação, o contato das cascas e sólidos com o vinho, onde o álcool age como um solvente para extrair a cor, taninos e aroma das cascas.
■MACERAÇÃO CARBÔNICA - fermentação das uvas tintas inteiras, não prensadas, numa atmosfera de dióxido de carbono (exemplo: Beaujolais Nouveau)
■MERITAGE - termo criado na Califórnia para identificar vinhos tintos no estilo Bordeaux e brancos não varietais.
■MÉTODO CHAMPENOISE - processo no qual o vinho base sofre a segunda fermentação na própria garrafa para formar as borbulhas. É o único método utilizado em Champagne.
■MÉTODO CHARMAT - processo de produzir vinhos espumantes com a segunda fermentação feita em tanques pressurizados.
■MÉTODO CLASSICO - ou tradicional. Termos para identificar espumantes elaborados pelo Método Champenoise fora da região de Champagne.
■PH - medida química para determinar acidez/alcalinidade. Nos vinhos, a relação deve se situar dentro de valores desejáveis.
■PHYLLOXERA - um pulgão que ataca as raízes das videiras. Causou a devastação mundial das vinhas no final do século 19.
■PREMIER CRU - designação dos Châteaux Lafite, Haut-Brion, Latour, Margaux e Mouton na classificação de Médoc de 1855 (revista em 1973 para incluir o Château Mouton).
■QUALITÄTESWEIN - (QbA) - categoria de vinho alemão elaborado com uvas de uma das treze regiões e suficientemente maduras para que tenham o estilo desejado.
■QUALITÄTESWEIN MIT PRÄDIKAT - (QmP) - a mais alta categoria de vinhos alemães, contendo cinco atributos em ordem ascendente de maturação das uvas na colheita.
■QUINTA - propriedade produtora de vinhos em Portugal.
■RECIOTO - vinho doce do Veneto produzido com uvas passificadas. O estilo seco é chamado Amarone.
■RETROGOSTO - identifica o aroma e sabor deixado pelo vinho na boca após ser engolido. Grandes vinhos têm retrogosto rico, complexo e prolongado.
■RIPASSO - vinho refermentado nos sedimentos de um vinho Recioto.
■RISERVA- ou Riserva Speciale - vinhos italianos DOC maturados por um número obrigatório de anos. São vinhos de qualidade superior.
■SEKT - vinho espumante alemão.
■SÉLECTION DE GRAINS NOBLES - SGN - menção que pode ser indicada nas garrafas de certas apelações. Significa uvas selecionadas com botrytis para vinhos de sobremesa.
■TANINO - substância natural encontrada no vinho, essencial para a estrutura dos tintos. É derivado principalmente das cascas, sementes e engaços. Tem um sabor adstringente.
■TERROIR - meio ambiente com características próprias para produzir vinhos originais e de qualidade. Constitui um dos fundamentos dos sistemas de denominação de origem.
■VDN - Vin Doux Naturel - vinho doce, fortificado com adição de aguardente vínica. Sua riqueza inicial de açúcar deve ser pelo menos igual à 252 gramas por litro.
■VENDANGES TARDIVES - VT - expressão prevista para certos vinhos, principalmente da Alsácia, com riqueza de açúcar natural.
■VIN DE PAYS - um estilo de vinho regional. Uma categoria acima de Vin de Table.
■VIN DE TABLE - a menor categoria dos vinhos franceses. A tradução literal como Vinho de Mesa, tem o mesmo significado em outros países.
■VINHO DO PORTO - o vinho fortificado mais renomado do mundo. Produzido nos estilos Ruby, Tawny (básico, com idade e colheita), LBV, Vintage Character e Vintage.
■VINHO FORTIFICADO - denota um vinho que teve seu teor alcoólico aumentado pela adição de aguardente vínica (exemplos: Vinho do Porto, Jerez, Madeira, VDN).
■VINHO VARIETAL - vinho identificado com o nome da variedade da uva no rótulo. É preciso que exista um mínimo dessa uva, normalmente 75% na maioria dos países.
■VINTAGE - vinho de um determinado ano. Pode também significar Colheita. O Porto Vintage é o estilo mais raro e caro desse vinho fortificado do Douro.
■VITIS VINIFERA - espécie botânica de uvas destinadas à produção de vinhos de qualidade, com milhares de variedades. Na pratica, são utilizadas cerca de cinqüenta. É o nome científico das vinhas européias.

Edição de texto 
Leila Bumachar

terça-feira, 2 de março de 2010

Óbidos & Lisboa


Óbidos

A vila de Óbidos guarda séculos de história entre as suas muralhas. Com um vasto patrimônio de arquitetura religiosa e vestígios histórico-monumentais, a vila de reis e rainhas foi, noutros tempos, local de preferência para descanso ou refúgio das desavenças da Corte. D. João IV e D. Luísa Guerra, D. Pedro II e D. Maria I, D. Leonor, D. Catarina de Áustria e D. Carlos, foram alguns dos monarcas que passaram por estas terras deixando, de uma forma ou de outra, marcas que a vila ainda hoje mantém. A origem da vila de Óbidos remonta ao século I, à cidade de Eburobrittium. Romanos, visigodos e árabes foram povos que marcaram presença por estas paragens. O ano de 1148 marca a tomada aos mouros de Óbidos, sendo em 1210 doada por D. Afonso II à Rainha D. Urraca. O primeiro condado de Óbidos é instituído em 1636 e, sete anos mais tarde, D. João IV manda reparar novamente as muralhas.

LOCAIS DE INTERESSE 
Porta da Vila datada do Século XVII a Porta da Vila tem como elementos distintivos Azulejos do séc. XVIII e capela-oratório com varanda do século XVII. "A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original" é a inscrição que se encontra sobre a porta principal da vila de Óbidos. Mandada colocar pelo Rei D. João IV, como agradecimento pela proteção da Padroeira, aquando da Restauração de 1640.
Rua Direita É assim conhecida desde o século XIV e constitui a rua principal da vila de Óbidos, que liga a porta da vila ao Paço. Nos séc. XVI e XVII, as importantes transformações que sofreu esconderam os antigos portais góticos.
Pensa-se que o Castelo de Óbidos é de origem romana mas foi depois uma fortificação sob o domínio árabe. Classificado como Monumento Nacional o castelo apresenta um estilo arquitectónico militar. Foi convertido numa Pousada.
Capela de Nossa Senhora do Carmo
Igreja de Santa Maria provavelmente fundada no período visigótico, esta Igreja foi transformada em mesquita, durante a ocupação árabe.
Igreja da Misericórdia antiga Capela do Espírito Santo, aqui foi fundada a Santa Casa da Misericórdia pela Rainha D. Leonor.
Capela de S. Martinho um Imóvel de Interesse Público com a arquitetura de estilo religioso.
Santuário do Senhor da Pedra
Museu Municipal

Provar um dos deliciosos Licores de Ginja de Óbidos da Frutóbidos, carinhosamente chamados de “Ginjinha” por muitos dos seus apreciadores, constitui um prazer e o perpetuar de uma tradição cujas raízes se perdem na História.

Ao longo dos tempos, o Licor de Ginja de Óbidos tem sido motivo de convívio, alegria e inspiração para muitos apreciadores, que encontraram na Ginginha, e no seu paladar e aroma inconfundíveis, uma companhia perfeita para momentos de diversão rodeados de amigos ou momentos de relaxe no aconchego do lar.

Em Óbidos, por exemplo, é quase obrigatório beber uma ginjinha com os amigos quando se frequenta um dos muitos bares da histórica vila, fornecidos pela Frutóbidos.






A famosa Ginginha


Lisboa

Restaurante Bota Alta
Restaurante com excelentes iguarias da cozinha portuguesa. Com ambiente alegre e vivo, está-se bem aqui e, como se costuma dizer, o espaço não chega para as encomendas. Muito procurado também por turistas, convém reservar para não perder o lugar. 
Localização,Travessa da Queimada 35/37 - Lisboa

1200-364 LISBOA







Edição de Texto
Leila Bumachar
Fotos e fontes
L. Bumachar Consultoria

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lojas de Vinho em Paris - Parte I



Les Caves Augé, . Considerada como a mais antiga em funcionamento em Paris, consta que Marcel Proust era uns dos freqüentadores mais assíduos.
Endereço é: 116 Blv. Haussmann 8ieme. Estação de metrô St. Augustin.
Tel 01.45.22.16.97.
Caves Augé: www.citynco.fr/paris_vin_caviste_caves_auge

A rede Nicolas que têm o site www.nicolas.com, você encontra em qualquer “arrondissement” em Paris, incrível variedade e os preços variam conforme as ofertas de cada loja.

Outros endereços para pesquisar, preço , variedade e ofertas:
Legrand -- 1, Rue de la Banque (fecha 2ªf) (metro: Bourse)
Caves Estèves -- 10, Rue de la Cerisaie (metro: Bastille)
Caves Taillevant -- 199, Rue du Faubourg Saint-Honoré (metro: St-Philippe du Roule)

A Lavinia, vale a pena ser visitada o seu endereço fica em 3/5 Bd. De la Madeleine, tel. 01-42-97-20-20). São 1500 metros quadrados e sommeliers treinados na maior loja de vinhos de Paris.

O Jardin des Vignes, endereço, 91 rue de Turenne, é um lugar pequeno e simpático. É o próprio dono que atende. Ele mesmo visita as diversas regiões e escolhe os vinhos. Bons preços.

FAUCHON, espaço, na Place de Madeleine, é uma loja gourmet. A garrafeira situa-se na cave e tem uma apresentação "chic". Está dividida em três salas individuais, correspondentes aos vinhos tintos, aos vinhos brancos e champanhes, e aos vinhos generosos e estrangeiros.
Endereço, 26, Place de Madeleine, 75008 Paris, Tel: 01 47 42 60 11
Web: www.fauchon.com

HEDIARD .A cave de vinhos é climatizada e não despende energias com vinhos menores. Neste espaço quase que só é possível encontrar os nomes notáveis dos vinhos franceses.A selectividade neste espaço é tal que existe um mordomo para nos abrir a porta do carro quando estacionamos em frente à loja.. Um local para apreciadores com alto poder aquisitivo.
Endereço, 21, Place de Madeleine, 75008 Paris Tel: 01 43 12 88 88
Web: www.hediard.fr


Edição de Texto 
Leila Bumachar

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aconcágua

Aconcágua é o pico mais elevado de toda a América, com 6959m de altitude. Situa-se a 3 km da fronteira com o Chile no paralelo de Mendoza. É objecto de admiração de muitos alpinistas que peregrinam até à sua base para tentar a conquista do cume através dos vários campos base no percurso de subida. A entrada principal para o Parque Provincial é pela Quebrada de Horcones, um vale amplo.
Puente del Inca é uma espetacular formação rochosa em forma de ponte muito perto da base do Aconcágua. Em 1925 foi construído o Hotel Termal em Puente del Inca onde cada quarto tinha o seu banho termal. Em 1965 o Hotel foi destruído por uma avalanche, mas o edifício abandonado mantém-se visível. De facto, as condições climatéricas tinham já anteriormente levado ao encerramento à linha ferroviária transandina. Perto de Puente del Inca fica o cemitério dos alpinistas andinos que pagaram com a vida a conquista do Aconcágua















Edição de texto e fotos
Leila Bumachar

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vinho e saúde

PARA MEUS AMIGOS AMANTES, APRECIADORES E CURIOSOS SOBRE O VINHO





Vinho e saúde

Autor: Dr. Júlio Anselmo de Sousa Neto - Médico, professor de Neuroanatomia da UFMG
Embora só tenham sido confirmadas cientificamente no século vinte, as ações benéficas do vinho à saúde remontam a alguns milênios. Registros históricos confirmam que egípcios e gregos preconizavam o uso medicinal do vinho e no Talmud, escrito há 2.500 anos, consta a frase antológica: O vinho é o mais notável de todos os remédios; onde falta o vinho, os remédios se fazem necessários.
Sabe-se hoje que, realmente, algumas das muitas substâncias que compõem o vinho, possuem comprovados efeitos benéficos ao organismo. Vejamos quais são elas e seus efeitos.
No século vinte, sobretudo a partir da década de 1980, as notícias sobre os efeitos benéficos do vinho à saúde tornaram-se mais freqüentes na imprensa, graças ao acúmulo de evidências científicas mais convincentes. Devido à minha formação médica, interessei-me logo pelo assunto e, após algumas consultas à literatura especializada, conclui que o tema era controverso. Aliei-me ao amigo, também médico e enófilo, Dr. Ramon Cosenza e resolvemos tirar a essa dúvida. Fizemos uma vasta revisão (de 1964 a 1994) da literatura que resultou no trabalho intitulado Efeitos do vinho no sistema cardiovascular, publicado em 1994 na Revista Médica de Minas Gerais (No. 4, pgs 27-32).
Curiosamente, em 1993 enviamos esse artigo para publicação nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, revista publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, mas o dito foi recusado. Na carta em que justificavam a recusa, seus editores disseram que “a revista não aceita artigos sobre temas polêmicos”. Ora, a ciência pressupõe a polêmica e só avança graças a ela e, além disso, nosso artigo era uma revisão crítica sobre mas de trezentos trabalhos, dos quais citávamos cerca de 70 publicados em revistas médicas da mais alta respeitabilidade internacional, como o Lancet, o New England Journal of Medicine, o Journal of the American Medical Association, para citar apena alguns. Mais curioso ainda foi encontrar, com razoável freqüência nos anos seguintes, membros da diretoria daquela entidade na mídia exaltando os benefícios do consumo moderado de vinho no aparelho cardiovascular! Parece que, subitamente, o assunto deixou de ser polêmico!
Voltemos ao nosso artigo! Nele são relatadas as evidências científicas, ocorridas num período de trinta anos, que demonstravam os efeitos benéficos do consumo moderado de vinho à saúde, sobretudo ao sistema cardiovascular.
Várias das pesquisas citadas no trabalho foram feitas mediante estudos prospectivos em muitas e diferentes populações de vários países, envolvendo centenas de milhares de pessoas, e mostraram que o consumo moderado de vinho reduz de 30 a 50% risco de doenças cardiovasculares, em especial o infarto do miocárdio e os acidentes vasculares cerebrais (como a isquemia e o derrame cerebral). Isso explica porque em países onde há tradição do consumo constante e moderado de vinho o índice de mortalidade por essas doenças é menor. Na França, esse fenômeno foi chamado paradoxo francês, porque lá são maiores os fatores de risco: consumo de gorduras saturadas, tabagismo e sedentarismo. Curiosamente, as pesquisas mostram que o abstêmio primário (pessoa que nunca bebeu) também tem maior risco de doenças cardiovasculares do que o consumidor moderado de vinho.
Muitos desses efeitos se devem à ação do álcool e, portanto, não são exclusivos do vinho. O álcool consumido moderadamente eleva o bom colesterol (chamado HDL, de High Density Lipoproteins), reduz o mau colesterol (dito LDL, de Low Density Lipoproteins), diminui o risco formação de coágulos, resultando na redução da incidência de doenças cardiovasculares. Além disso, o vinho é rico em oligoelementos (existentes em quantidades muito pequenas no corpo), entre os quais destacam-se os íons cromo e o silício que possuem ação protetora contra aterosclerose.
Outros efeitos benéficos se devem, no entanto, a algumas substâncias “exclusivas” do vinho (não encontradas em outras bebidas alcoólicas) que são o resveratrol e os compostos fenólicos. Estes últimos englobam os ácidos fenólicos (ex: ácido gálico), os polifenóis (ex: taninos) e os flavonóides que incluem a catequina, os flavonóis (ex: quercetina e rutina) e as antocianinas (ex:cianidinol). Os compostos fenólicos e o resveratrol estão presentes principalmente nas cascas das uvas, sobretudo das uvas tintas, e possuem potente ação antioxidante (inibem reações de oxidação nocivas aos tecidos corporais), diminuindo a incidência da aterosclerose e da trombose.
É importante lembrar que o consumo moderado de álcool é definido como a ingestão diária máxima de 50 ml de álcool, o que equivale a aproximadamente 385 ml de um vinho com 13% de álcool por dia ou cerca de 1/2 garrafa de vinho ou três taças de 130 ml (ou 8 doses de um dosador de bebidas de 50 ml). Para a cerveja (± 5% de álcool), equivale a 1 litro (1 ½ garrafa ou 3 latas) por dia e para os destilados (± 50% de álcool), como o conhaque, uísque e vodca,. corresponde a duas doses diárias de 50 ml. Acima desses limites, deixam de existir os benefícios, e passam a acontecer os efeitos nocivos graves do álcool sobre o organismo, especialmente no fígado, o cérebro, o coração e intestinos.Não bastando todas essas informações auspiciosas, no final de 1996 foi publicado nos E.U.A. um interessante livro intitulado The Save Your Heart Wine Guide (de Frank Jones, editora Martin’s Press) que relata novas pesquisas que confirmam os efeitos já mencionados e relata a descoberta de outros efeitos do vinho, tais como: redução da velocidade do processo de envelhecimento, melhoria da atenção e a agilidade mental, redução da incidência de osteoporose e proteção contra certos tipos de câncer, como o de mama e de próstata. Em 1997 foi descoberto que o consumo moderado de vinho também pode prevenir a doença de Alzheimer (perda progressiva da memória até a demência total).
Recentemente, surgiram mais duas boas novas, uma delas, publicada na revista científica Alcholism: Clinical & Experimental Research, sobre um estudo realizado na Itália com 16.000 mil idosos, acima de 65 anos, que revelou que os consumidores regulares de vinho (até uma garrafa por dia para os homens, e a metade disso para as mulheres) têm menor incidência de demência do que os abstêmios e dos que bebem acima dos limites mencionados. Os resultados dessa pesquisa reforçam estudos anteriores que já haviam mostrado o efeito preventivo do vinho contra a demência senil e a pré-senil ou doença de Alzheimer.
A outra boa nova foi publicada na conceituada revista científica Nature, em seu número de dezembro de 2001. Trata-se de pesquisa realizada no Instituto William Harvey da Escola de Medicina da Universidade Queen Mary, em Londres, coordenada pelo Dr. Roger Corder. Esse estudo revelou mais um efeito do vinho na prevenção de doenças cardiovasculares isquêmicas, especialmente o infarto do miocárdio. A equipe do Dr. Corder verificou que o vinho tinto reduz o teor de endotelina-1, um peptídeo (substância formada por aminoácidos) produzido nas células das artérias que tem potente ação vaso-constritora (faz a artéria contrair) levando à oclusão das artérias portadoras de aterosclerose (placas de gorduras) e causando o infarto.
A benéfica diminuição dos níveis de endotelina-1 é provocada pelos polifenóis do vinho, substâncias provenientes das cascas das uvas e, portanto, existem em grande quantidade apenas nos vinhos tintos, pois só neles as cascas são utilizadas integralmente. A pesquisa foi realizada em células de boi e testou o efeito de 28 vinhos diferentes (23 tintos, quatro brancos e um rosé) e um suco de uva tinta. Os vinhos brancos e o rosé (que contêm pouco ou nenhum polifenol) não tiveram efeito sobre os níveis de endotelina-1 das células. Os vinhos tintos, ricos em polifenóis, provocaram a maior redução no nível de endotelina-1. O suco de uva tinta, apesar de também ser rico em polifenóis, reduziu o teor de endotelina-1 menos do que os vinhos tintos, sugerindo que o processo de vinificação pode modificar alguma propriedade dos polifenóis das uvas, tornando-os mais ativos. O tipo de uva utilizada no vinho também parece ser importante: quatro dos seis vinhos mais efetivos eram feitos de uva Cabernet Sauvignon.
O estudo sugere novo mecanismo para o efeito preventivo do vinho contra as doenças vasculares isquêmicas. Outras pesquisas atribuíam-na às ações do álcool, dos compostos fenólicos, do resveratrol e dos íons cromo e silício presentes no vinho. É provável, portanto, que os benefícios do vinho se devam à combinação de diferentes mecanismos, alguns ainda desconhecidos.
Mais recentemente vários trabalhos científicos relataram outras propriedades benéficas do vinho, a saber:
•Proteção contra a hipertensão arterial e sua redução quando já instalada.
•Proteção contra diabete do tipo adulto.
•Proteção contra úlcera péptica.
•Proteção contra degeneração macular da retina.
•Melhoria da atenção e a agilidade mental.
Sem dúvida, essas notícias constituem um motivo para se beber vinho, mas mesmo sem elas, já teríamos motivos de sobra para continuar a fazê-lo!!!

O vinho ocupa nas necessidades do Homem um lugar de destaque, por ser a única bebida que, na civilização greco-latina, transporta em si um valor cultural.




Santé!
Mesmo antes do cristianismo, ele representava mais do que um símbolo. Os escritores, os poetas gregos, helenísticos, latinos e, até, turcos, cantaram o vinho não só como fonte de satisfação material como, também, meio de excitar o espírito, de desenvolver o pensamento e, até, de favorecer a criação de sentimentos estéticos e morais.
O vinho foi sempre considerado como a mais nobre bebida, a primeira que se oferece a um convidado e a que melhor permite apreciar o talento do produtor. Não é de estranhar, portanto, que toda a vida rural tenha sido tão fortemente marcada por ele.
Não só as ferramentas e o material necessário para a viticultura são de uma riqueza extraordinária como, também, as aldeias, as casas e até a própria paisagem são moldadas pelo cultivo da vinha. A maneira de viver, os costumes e a mentalidade são particularmente marcados, pelo que é possível dizer-se que existe uma cultura ligada ao vinho.
O amor à arte e o amor ao vinho têm-se confundido ao longo da história das civilizações. A riqueza dos espólios existentes em museus e coleções particulares atesta em numerosos países que, em todas as épocas, os artistas puseram o seu talento ao serviço da vinha e do vinho, tanto na pintura, como na escultura, gravura, tapeçaria, miniaturas, iluminuras, ourivesaria, vitral, vidraria, cerâmica, etc.
Portugal tem uma cultura que se preza de possuir uma herança patrimonial muito rica, ligada à vinha e ao vinho e que remonta a uma época muito anterior à fundação da Nacionalidade, tornando-se necessário a sua preservação. É esse o papel dos Museus do Vinho. Eles representam os instrumentos indispensáveis para a compreensão da função civilizadora da vinha e do vinho.
O Instituto da Vinha e do Vinho está a desenvolver um projeto que visa à recuperação, preservação e disponibilizarão ao público do enorme espólio que possui, herdado da Junta Nacional do Vinho. Este projeto contempla também a reorganização e dinamização do Museu Nacional do Vinho, em Alcobaça.
Para além deste museu, existem em Portugal outros, também ligada e esta temática.
O Museu Nacional do Vinho está instalado na antiga Adega que, em 1875, José Eduardo Raposo de Magalhães mandou edificar para aí implementar e desenvolver a vinicultura da região. Alcobacense ilustre, de índole generosa e de personalidade multiface tarda, licenciou-se em Engenharia Militar, cursou Filosofia e Matemática em Coimbra, foi, também, músico amador e regente, mas será na sua dedicação à Agricultura que irá dar alto renome à sua terra.
Responsável maior pela fama e desenvolvimento da vitivinicultura de Alcobaça aplicou, na construção da sua Adega, a tecnologia mais avançada do seu tempo, patente ainda hoje na qualidade dos materiais, na racionalidade dos espaços e nas condições de higiene preconizadas.
Em 1948, a Junta Nacional do Vinho (JNV), organismo corporativo e de coordenação econômica, adquire aos Herdeiros de José Eduardo Raposo de Magalhães, a referida adega e terrenos adjacentes, passando aí a funcionar a Adega Cooperativa e os Armazéns da JNV, devidamente modernizados e ampliados, nomeadamente na construção dos Depósitos "Air form".
Em 1968, decorrente do encerramento de alguns dos Armazéns da JNV, foi dado início à recolha de material vinário disperso nas suas várias Delegações. Exercendo, na época, funções de Delegado da JNV em Leiria, Manuel Augusto Paixão Marques , pessoa de grande sensibilidade para a conservação patrimonial, cedo se interessou pelo espólio que se adensava e que, por razões logísticas, ia sendo reunido em Alcobaça. Em 1976, com a passagem da Adega Cooperativa para novas instalações e correspondente desativação das adegas e dos depósitos, procedeu, então, à organização dos diversos espaços musicológicos. Assim, ciente do valor histórico, científico e etnográfico das peças em questão, foi dando início a uma coleção única e preciosa, enriquecida, também, com doações e material posteriormente adquirido em antigas adegas e antiquários, que sistematicamente percorreu e apuradamente investigou, como todo o verdadeiro colecionador, em permanente busca de um ou outro objeto fundamental, temporariamente perdido.
A partir de 1986, com a Organização Comum de Mercado do Vinho, resultante as adesão de Portugal à Comunidade Econômica Européia, foi criado o Instituto da Vinha e do Vinho , organismo que herdou o patrimônio documental, móvel e imóvel da extinta Junta Nacional do Vinho. É já na vigência desta instituição que o Museu Nacional do Vinho, em Alcobaça, abrirá as suas portas ao público, ocupando um núcleo de edifícios de indiscutível interesse arquitectónico e reunindo o mais importante espólio vitivinícola existente em Portugal.
Testemunho da evolução do sector, este Museu conta com um acervo de cerca de dez mil peças distribuídas pelas várias instalações covas da primitiva adega: Adega dos Balseiros , Adega dos Depósitos , Adega dos Vinhos Brancos , Adega dos Vinhos Tintos e Adega dos Tonéis . Em instalações anexas aos edifícios principais e testemunhando a intensa atividade que estes espaços conheceram outrora, existem, ainda, uma Abegoaria , uma Oficina de Tanoaria , uma antiga "Casa da Malta", única em Portugal, e uma Taberna.

Casta branca mais vulgarmente cultivada na Ilha da Madeira antes do aparecimento da filoxera, estimando-se que teria cerca de 2/3 do total das videiras existentes. No passado poderia ser encontrada ainda uma variedade tinta denominada por Verdelho Tinto.

Cacho de Alvarinho, casta característica do Vinho Verde
Em Portugal, como na Europa, são usadas numerosas castas de Vitis vinifera. A vastíssima quantidade de castas nativas (cerca de 285[1]) permite produzir uma grande diversidade de vinhos com personalidades muito distintas. O guia The Oxford Companion to Wine descreve o país como um verdadeiro "tesouro de castas locais".
Algumas das castas tintas Portuguesas mais importantes são: Touriga Nacional, Baga, Castelão, Touriga Franca e Trincadeira (ou Tinta Amarela). Entre as castas brancas Portuguesas destacam-se: Alvarinho, Loureiro, Arinto, Encruzado, Bical, Fernão Pires, Moscatel e Malvasia Fina. Tradicionalmente combinam-se diversas castas brancas.


Fontes do Texto vinho portugal/ wikepidia 

Vocabulário da Bebida





Absinto: bebida de altíssimo teor alcoólico (70º GL), originária da Suíça. Foi extinta de todos os países, pois podia causar a loucura ou até a morte de quem a consumisse.

Amaretto: licor feito com caroços de abricó e polpa de amêndoas.

Angustura: bitter feito à base de genciana e outras ervas muito amargas. Muito concentrado, usa-se apenas em gotas, no preparo de coquetéis.

Apricot: licor feito a base de damasco.

Arak: nome genérico de origem árabe utilizado para denominar bebidas destiladas em diversas regiões do Oriente. Pode ser produzida a partir da seiva do palmito, do arroz, de cereais ou de tâmaras.

Armagnac: destilado de vinhos brancos, da região de Armagnac.

Banadry: licor à base de banana.

B and B: licor à base de brandy e bénédictine.

Bouquet: palavra francesa que denomina o perfume peculiar a cada vinho.

Bourbon: tipo de whisky feito com, pelo menos, 51% de milho. É produzido nos Estados Unidos.

Brandy: nome genérico que denomina a bebida destilada de frutas ou vinho. Este nome é utilizado também para designar a aguardente vínica em muitos países.

Cachaça: aguardente destilada da cana-de-açúcar.

Campari: é o bitter mais famoso do mundo, feito à base de quinino.

Cerveja: é a bebida fermentada mais degustada no mundo inteiro. É fabricada a partir da cevada e do lúpulo. A diferença entre a cerveja e o chopp é que a cerveja é pasteurizada e o chopp não.

Cherry Brandy: licor à base de cerejas, inclusive seus caroços.

Cognac: destilado de vinho originário da localidade de mesmo nome, situada na província de Charente, França.É destilado duas vezes e, por lei, deve ser envelhecido em tonéis de carvalho por, no mínimo, três anos.

Cointreau: licor de origem francesa, produzido pelo fabricante de mesmo nome, feito com cascas de pequenas laranjas verdes da ilha de Curaçau.

Collins: coquetéis preparados em copos tipo long drink, completados com água ou soda.

Conhaque: nome genérico usado para designar um tipo de aguardente vínica que é destilada duas vezes e envelhecida por no mínimo, três anos.

Curaçau: licor preparado à base de laranjas amargas da ilha de Curaçau.

Dubonnet: conhecido vermute francês de cor avermelhada, cujo sabor fica entre o doce e o amargo.

Drambuie: licor feito à base de whisky, originário da Escócia, cujo preparo inclui o malte e o mel de urze.

Fernet: bitter à base de ervas e álcool neutro.

Frisante: vinho espumante, engarrafado durante sua fermentação.

Gin: destilado de cereais, aromatizado principalmente com zimbro.

Grand Marnier: licor francês à base de laranjas amargas maceradas em conhaque.

Grog: bebida quente, composta de água, limão, especiarias e bebida alcoólica.

Hidromel: fermentação do mel com a água das chuvas. A primeira bebida do nosso mundo.

Irish: whisky irlandês.

Jerez: o mesmo que sherry.

Kir: coquetel à base de vinhos ou champanhes com licores, principalmente o de cassis.

Kirsch: brandy produzido com cerejas.

Kummel: licor feito principalmente à base de cominho, além de outras ervas.

Licor: bebida doce produzida com álcool, açúcar e ingredientes como frutas, aromatizantes, ervas, etc.

Madeira: vinho enriqueciso produzido na ilha de mesmo nome. Pode ser branco ou tinto, seco ou suave e é produzido a partir da adição de aguardente vínica ao vinho básico. Depois, sofre envelhacimento em tonéis de carvalho. Basicamente, existem os seguintes tipos de Madeira: Sercial, Malvásia, Verdelho e Boal.

Málaga: vinho de sobremesa espanhol, doce e de sabor agradável.

Maraschino: licor à base de marascas (cerejas silvestres).

Mosto: bagaço de uva não fermentado.

Perry: espumante feito com pêras.

Porto: o mais nobre dos vinhos de sobremesa. Seu processo de fabricação é praticamente igual ao dos vinhos de sua espécie: interrompe-se a fermentação do mosto e acrescenta-se aguardente vínica, obtendo-se, assim, um vinho masi doce. É envelhecido em tonéis de carvalho entre três e trinta anos.

Rum: bebida triplamente destilada da cana-de-açúcar.

Rye: whisky americano feito à base de centeio.

Sambuca: licor italiano à base de amieiro e aromatizado com anis.

Sangria: bebida muito apreciada na península Ibérica, composta de vinho, frutas, açúcar, gelo e soda.

Scotch: whisky escocês.

Sherry: vinho original da cidade de Jerez de La Frontera, em Andaluzia. É um vinho fortificado, resultante da adição de brandy ao vinho comum. Depois sofre envelhecimento em tonéis de carvalho. O sherry pode ser classificado da seguinte maneira: fino, fino/amontilhado e palo cortado.

Sidra: fermentado espanhol de maçã.

Steinhager: espécie de gin alemão, cuja principal matéria-prima é o zimbro.

St. Raphaël: aperitivo de origem francesa levemente adocicado e com ligeiro sabor de pêssego.

Strega: licor italiano à base de ervas. É chamado de "licor de bruxas". Dizem que tem poderes afrodisíacos.

Tequila: aguardente produzida com a seiva do cacto mescal.

Tia Maria: licor jamaicano à base de café, rum e ervas. Sua fórmula passa de pais para filhos.

Triple Sec: licor seco feito à base de laranjas amargas.

Underberg: bitter de origem alemã, muito usado como digestivo.

Vermute: bebida de origem italiana preparada com vinho, mistela (suco de uva não fermentado e aguardente vínica) e extrato de 150 ervas aromáticas.

Vodka: aguardente destilada de diversas matérias-primas, como: batata (Polônia e Rússia), beterraba (Turquia), cana-de-açúcar (Grã-Bretanha) e cereais (Estados Unidos e Brasil).

Whisky: destilado feito a partir do malte. Deve ser envelhecido por, no mínimo, três anos, mas quase todos os seus fabricantes deixam o whisky em seus tonéis entre cinco e trinta anos.

Xerez: o mesmo que sherry.




TEOR ALCOÓLICO DAS BEBIDAS

whisky
40 a 50 ºGL

vinhos
12 a 14 ºGL

cerveja
6 a 9 ºGL

champanhe
12 a 16 ºGL

vodka
30 a 40 ºGL

rum, gin
40 a 45 ºGL

grappa, bagaceira
52 a 54 ºGL

aguardente (pinga)
40 a 48 ºGL


a.. O açúcar, quando usado em bebidas frias, não se dissolve completamente. Por isso, muitos barmen usam uma calda feita com açúcar (sem queimar), para adoçar os drinques (1/4 de litro de água para 1 kg de açúcar). Assim obtêm um xarope incolor, evitando que sobrem restos de açúcar nos copos.
b.. Os copos devem, de preferência, ser pendurados de cabeça pra baixo, pois guardam menos poeira e estão sempre prontos para o uso.
c.. Em hipótese alguma deixe suas bebidas sob incidência direta de raios do sol. O lugar adequado para guardá-las deve ser o menos atingido pela luz natural, que envelhece as bebidas, modificando sua qualidade para pior.
d.. A maioria das bebidas deve ser consumida, depois de aberta, em no máximo um ano. Mesmo a cachaça.
e.. O vermute, depois de aberto, não dura mais do que 6 meses.
f.. Os vinhos devem ser guardados na posição horizontal, para que as rolhas se mantenham umedecidas.
g.. Ao comprar vinhos, fique atento: quanto mais específico o rótulo, mais chance de comprar coisa boa.
h.. Não guarde carnes no congelador, ou qualquer outro alimento junto com os cubos de gelo quando estes de destinarem às bebidas. Prefira comprar sacos de gelo quando os convidados forem muitos.
i.. Acostume-se a manter suas bebidas ordenadas pelo tipo ou natureza.
j.. Tenha sempre à mão um bom estoque de água cristal (ou club soda), água tônica, suco de tomate, refrigerantes e água mineral sem gás.
k.. Os conhaques devem ser transferidos para garrafas menores, quando chegarem à metade.
l.. Os licores cremosos devem ser guardados na geladeira depois de abertos, pois seu tempo de vida é menor que o da maioria das bebidas.
m.. Não se preocupe com os acompanhamentos a serem escolhidos para os coquetéis. Mesmo que cada um peça um tipo diferente de bebida, os aperitivos sólidos devem ser escolhidos a gosto. Não há restrições.
n.. Ninca beba coquetéis à base de creme antes das refeições. em geral adocicados, interferem no paladar. Ex: coquetel de frutas, Alexander. Algumas pessoas mantêm o hábito de esquentar o conhaque para tomá-lo, outras acham isso uma heresia, faça o que seu intestino mandar e curta ao máximo as tradições, que parecem dar ainda mais charme e sabor aos drinques e coquetéis.
o.. As maiores gafes são cometidas por quem não conhece a composição dos drinques e coquetéis. Logo, evite pedir bebidas que não conheça ou sobre a qual não possua alguma informação. Caso contrário, arrisca-se a pedir um Dry-Martini com pouco gin, quando ela é uma bebida à base de gin.
p.. Cuidado com as bebidas que levam muito açúcar, pois ele potencializa o álcool.
q.. Toda bebida tem uma temperatura ideal de serviço. Uma espumante, por exemplo, se servido a 6 graus perde o sabor, ficando apenas a sensação de gelado.
r.. Vinhos tintos se prestam para serem servidos a 18 graus. Se o termômetro está acima disso, é preciso refrescá-lo. Esqueça essa norma fajuta de que devem ser apreciados à temperatura ambiente. A temperatura ambiente no Brasil é muito alta para vinhos tintos.
s.. A temperatura ideal de serviço para a cerveja é de 22/23 graus. Estupidamente gelada está por volta dos 14 graus, que mascara o sabor amargo, sua principal característica.
t.. Quando tiver dúvidas, pergunte ao maître, ao barman, ao gerente. É melhor ter humildade e aprender do que chutar, cometer gafes, beber mal e nunca aprender.
u.. Para crustar um copo, passe limão, lima ou laranja nas bebidas para segurar melhor o açúcar.
v.. Use sempre copos resfriados. Se não tiver lugar no refrigerador, esfrie-os com gelo, de preferência moídos, antes de começar a preparar o drinque.
w.. Para drinques especiais feitos à base de licor de menta ou Cointreau e nos frappés, use sempre gelo moído.
x.. Para misturar as bebidas, no copo ou na coqueteleira, não deixe passar mais de 10 segundos, para que os drinques não fiquem aguados.
y.. Use sempre os copos apropriados a cada tipo de drinque.
z.. Os coquetéis com frutas e sucos são sempre batidos na coqueteleira (shaker). Sempre que possível, use sucos e frutas frescas.
aa.. Cuide sempre de manter as medidas certas na preparação de seus drinques. Não é preciso dizer que, dependendo do número de pessoas, basta adaptar as quantidades, obedecendo as proporções indicadas em cada drinque.



Fontes
Drink's Home Page
Edição de Texto e Fotos Leila Bumachar